Variedades
Ex-ator da Globo larga vida no Rio e passa a morar em ônibus
Angel Ferreira se reinventa e busca contato com a natureza em Goiás.
Aos 38 anos, Angel Ferreira trocou uma rotina que leva no Rio de Janeiro por uma vida mais próxima da natureza. Conhecido anteriormente como Igor Angelkorte , o ator saiu da capital fluminense e escolheu como novo lar um ônibus adaptado em uma propriedade de Cavalcante , no norte da Chapada dos Veadeiros, em Goiás .
O veículo passou por mudanças para se transformar em moradia e ficar em um terreno que não tem acesso às redes públicas de energia e esgoto. Para lidar com a falta de estrutura convencional, Angel encontrou alternativas, como uma fossa feita com bananeiras.
A nova rotina também inclui abrir manualmente alguns itens comuns em uma casa, como uma geladeira, e cuidar de árvores frutíferas cultivadas na propriedade.
Nas redes sociais, o artista mostra um pouco do espaço onde vive. O interior do ônibus reúne objetos simples e funcionais, entre eles cadeira de praia, rede e filtro de barro, que ajudam a formar o ambiente escolhido por ele para morar.
Apesar da mudança para um lugar mais afastado, Angel não vive isolado. A propriedade fica a aproximadamente dez minutos de um centro urbano, e ele trabalha como gestor cultural na região. O ator também continua ligado ao teatro e mantém uma rotina de viagens com o monólogo Sidarta , atualmente em cartaz em São Paulo .
"Minha casa está sempre aberta. Sempre chega amigos, amigas. Às vezes o pessoal acampa por aqui. Recebo muitos artistas também. A casa acabou se tornando quase um espaço de cultura. Volta e meia alguém está de passagem, dorme aqui e seguimos convivendo. Então estou sempre acompanhado", disse Angel ao site Heloisa Tolipan .
O ator ganhou notoriedade por trabalhos em novelas da TV Globo , como Além do Horizonte , Babilônia e Terra e Paixão . Ele também teve um relacionamento com a atriz Camila Pitanga .
Processo pessoal de autoconhecimento
A mudança de nome ocorreu no final de 2024 e, segundo Angel Ferreira, fez parte de um processo pessoal de autoconhecimento. O período foi marcado pela repercussão de um desabafo feito pelo ator sobre a baixa procura por Sidarta durante a temporada carioca da peça, naquele mesmo ano.
A manifestação acabou contribuindo para aumentar o público das apresentações. Na ocasião, Angel também falou sobre a escolha de deixar para trás o nome pelo qual havia ficado conhecido e associou a decisão à percepção de que uma versão anterior de si havia chegado ao fim.
"Fui experimentando outros heterônimos e brincando de continuar de outras formas. Comecei a brincar com meu nome e a de novo pensar que tem alguma coisa que morreu em mim nos últimos anos, algum estado de ser. Como uma lagarta que passa pela crisálida e se torna uma borboleta e já não se chama mais lagarta", disse Angel à época.
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