Variedades
Julio Iglesias nega acusações de abuso sexual: 'Nunca ouvi tanta crueldade'
Cantor foi denunciado por ex-funcionárias de suas casas
O cantor espanhol Julio Iglesias, de 82 anos, quebrou o silêncio nesta sexta-feira (16) após virem a público acusações de agressão sexual e abuso de poder feitas por ex-funcionárias e negou as denúncias, classificando-as como "absolutamente falsas".
Em uma declaração publicada em seu perfil oficial no Instagram, o artista negou categoricamente todas as alegações e afirmou que irá defender sua dignidade.
"Nego categoricamente ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher", escreveu Iglesias, um dos nomes mais emblemáticos do pop latino, com cerca de 300 milhões de álbuns vendidos ao longo da carreira.
Segundo ele, os depoimentos divulgados são "falsos" e lhe causaram "muita tristeza". "Nunca ouvi tanta crueldade, mas ainda tenho forças para contar toda a verdade e defender minha dignidade diante de uma afronta tão grave", acrescentou.
Na mesma mensagem, assinada de próprio punho, Iglesias agradeceu às pessoas que demonstraram apoio, mencionando o "carinho e a lealdade" e afirmando ter encontrado "muito conforto" nessas manifestações.
As acusações vieram à tona após uma investigação de três anos realizada pelo jornal online espanhol elDiario.es em parceria com a emissora Univision.
De acordo com as reportagens, Iglesias é acusado de agressão sexual e assédio contra duas ex-funcionárias, identificadas pelos pseudônimos Laura e Rebeca, que tinham 22 e 28 anos à época dos fatos, entre janeiro e outubro de 2021.
Conforme uma coletiva de imprensa realizada pelas organizações Women's Link Worldwide e Anistia Internacional, que prestam apoio às denunciantes, as mulheres teriam sido submetidas a condições de trabalho consideradas abusivas, com jornadas de até 16 horas diárias, em residências do cantor na República Dominicana e nas Bahamas.
As entidades afirmam que os fatos podem configurar crimes como tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado, servidão, além de violações da liberdade e da integridade sexual, incluindo assédio sexual.
A denúncia foi apresentada em 5 de janeiro à Procuradoria-Geral da República da Espanha, que instaurou um inquérito preliminar confidencial. As duas mulheres deverão ser ouvidas como "testemunhas protegidas". Ao fim dessa fase, o Ministério Público decidirá se abrirá ou não uma investigação formal.
Em entrevistas divulgadas pelos veículos de comunicação, Laura e Rebeca relataram episódios de agressões sexuais, assédio e humilhações atribuídas ao cantor.
Pelo menos um dos episódios descritos poderia, segundo as organizações, ser enquadrado como estupro. A Women's Link e a Anistia Internacional afirmaram ainda ter recebido outros relatos de supostas vítimas, mas disseram não divulgar detalhes por razões de segurança.
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