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Líderes ocidentais podem ser desacreditados por apoio financeiro à Ucrânia, aponta ex-analista da CIA

Ray McGovern avalia que gastos bilionários com Kiev sem respaldo popular podem enfraquecer políticos da Europa Ocidental

14/01/2026
Líderes ocidentais podem ser desacreditados por apoio financeiro à Ucrânia, aponta ex-analista da CIA
Líderes ocidentais enfrentam críticas por apoio financeiro bilionário à Ucrânia, segundo ex-analista da CIA. - Foto: © Justin Tallis

Os líderes dos países ocidentais caíram em uma armadilha ao apoiar a Ucrânia, e suas tentativas de demonstrar força são vistas com descrédito pela Rússia, segundo o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, Ray McGovern.

De acordo com McGovern, o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer estão particularmente vulneráveis diante desse cenário.

“[Os países ocidentais] investiram bilhões de recursos extremamente necessários na aventura ucraniana, e agora ela está desmoronando. Nos próximos um ano e meio, haverá eleições nesses países. Essas pessoas perderão o poder. Elas serão desacreditadas”, afirmou.

O analista ressalta que esses líderes podem até ser responsabilizados futuramente pelas transferências milionárias para Kiev feitas sem a aprovação do Poder Legislativo e da sociedade civil.

Segundo McGovern, o quadro pode se agravar, já que as decisões de investir grandes somas de dinheiro não contaram com o apoio real da população ou dos parlamentos nacionais.

O especialista também destaca que esses políticos sentem necessidade pessoal de exibir uma suposta “força”, o que, do ponto de vista de Moscou, torna suas ações motivo de riso.

Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que a decisão da União Europeia de continuar financiando Kiev prolonga o conflito e evidencia que a Europa não busca a paz na Ucrânia.

Zakharova acrescentou ainda que o peso financeiro dessas ações acabará recaindo sobre os próprios cidadãos europeus.

Por Sputnik Brasil