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Procon-RJ dá 72 horas para Águas do Rio explicar rompimento de tubulação que destruiu casas em Irajá

Concessionária terá de apresentar histórico de manutenção da rede e detalhar assistência às famílias atingidas; acidente alagou 12 imóveis e deixou moradores desalojados

Agência O Globo - 04/11/2026
Procon-RJ dá 72 horas para Águas do Rio explicar rompimento de tubulação que destruiu casas em Irajá
Procon-RJ dá 72 horas para Águas do Rio explicar rompimento de tubulação que destruiu casas em Irajá - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ notificaram a concessionária Águas do Rio e deram prazo de 72 horas para que a empresa esclareça as causas do rompimento de uma tubulação de grande porte na comunidade Rio do Ouro, em Irajá, na Zona Norte do Rio. O acidente, ocorrido na madrugada de segunda-feira, alagou 12 imóveis, provocou danos materiais e deixou famílias desalojadas.

A concessionária deverá apresentar documentos sobre o histórico de inspeções e manutenções realizadas no trecho nos últimos 24 meses, além de informar quais medidas emergenciais foram adotadas após o rompimento. A empresa também terá de detalhar a assistência oferecida aos moradores, incluindo hospedagem, alimentação, limpeza e reposição de bens, e explicar como os consumidores poderão solicitar o ressarcimento dos prejuízos.

A força da água destruiu paredes, móveis e eletrodomésticos, além de comprometer a estrutura de residências. O rompimento também interrompeu o abastecimento de água em cerca de 25 bairros da Zona Norte. Sobre esse impacto, a Águas do Rio deverá informar quais localidades foram afetadas, a duração do desabastecimento e as medidas adotadas para reduzir os transtornos. O órgão também questiona se haverá abatimento proporcional nas contas dos consumidores prejudicados.

Outro ponto da notificação diz respeito à informação divulgada pela concessionária de que os imóveis atingidos teriam sido construídos sobre a tubulação, em uma área não edificável. A empresa deverá esclarecer desde quando tinha conhecimento da ocupação e quais providências tomou para prevenir riscos à população.

Para o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, a apuração busca identificar o que provocou o acidente e verificar se falhas na manutenção da rede poderiam ter sido evitadas.

— É inadmissível que famílias sejam surpreendidas dentro de suas próprias casas por um acidente dessa gravidade. A concessionária precisa prestar esclarecimentos e assumir as responsabilidades que lhe cabem — afirmou Pimenta.

O procedimento administrativo pretende apurar possíveis falhas na prestação do serviço e verificar se os direitos dos consumidores foram respeitados. A empresa também deverá apresentar medidas preventivas para evitar novos episódios. Caso não responda à notificação ou omita informações, poderá sofrer sanções administrativas, incluindo multa.