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Deputado Anderson Moraes se coloca à disposição do PL para disputar presidência da Alerj

Petistas articulam candidatura de André Ceciliano; Anderson Moraes busca apoio entre os colegas.

Agência O Globo - 03/11/2026
Deputado Anderson Moraes se coloca à disposição do PL para disputar presidência da Alerj
Alerj - Foto: Reprodução / Agência Brasil

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) começa a movimentar os bastidores dos partidos a cerca de 90 dias da eleição da próxima Mesa Diretora. Pelo PL, o deputado estadual Anderson Moraes afirmou nesta terça-feira, durante a coletiva de anúncio do novo secretariado de Douglas Ruas, na sede da Firjan, no centro do Rio, que está à disposição da legenda para disputar o comando da Casa. Mais identificado com a ala bolsonarista do partido e próximo à família Bolsonaro, ele disse que seu nome já foi colocado pelo grupo político, mas reconheceu que ainda precisa construir apoio entre os demais parlamentares.

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— Tivemos uma reunião com todos os deputados e ficou acordada, sim, a minha disponibilidade para assumir esse projeto (presidência da Alerj). Mas, como disse, falta muito tempo. Precisamos dialogar com os deputados, dialogar com as outras correntes políticas também ideológicas do estado do Rio de Janeiro — afirmou.

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O parlamentar ressaltou que a escolha não está totalmente definida e que outros grupos também se movimentam para ocupar o posto. Para ele, o momento é de negociação com os colegas parlamentares, inclusive sobre a distribuição de espaços nas comissões permanentes da Assembleia.

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— Para ser presidente da Alerj, precisa combinar primeiro com os deputados. Estou à disposição para assumir esse projeto, mas isso não é uma coisa em que se vai bater o martelo por agora e, a partir de amanhã, vou virar presidente, por exemplo. Existem outros grupos políticos também trabalhando, pleiteando o cargo, e isso é totalmente legítimo — disse.

A movimentação do PL ocorre no mesmo dia em que os oito deputados eleitos pelo PT para a próxima legislatura se reuniram para discutir a eleição da Mesa Diretora. O encontro, marcado para as 16h, na sede do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Rio de Janeiro (CRT-RJ), tem entre os principais assuntos a possibilidade de o deputado André Ceciliano voltar a disputar a presidência da Casa. Ele já comandou o Legislativo fluminense.

Além de Ceciliano, participam da reunião Elika Takimoto, Verônica Lima, Marina do MST, Allyson Elias, Leonel de Esquerda, Zeidan e Adilson Pires.

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Transição e governo Douglas Ruas

Apesar da movimentação em torno da presidência da Alerj, Anderson Moraes afirmou que a prioridade do grupo político neste momento é a transição para o governo de Douglas Ruas. Segundo ele, a preocupação é garantir a continuidade dos serviços essenciais e, ao mesmo tempo, começar a implementar as propostas defendidas durante a campanha.

O deputado demonstrou confiança na capacidade de Ruas de executar o plano de governo e citou, entre as prioridades, a redução da estrutura administrativa e a escolha de nomes considerados técnicos para comandar as secretarias.

— A nossa preocupação maior agora é com relação à transição. A gente precisa não só tratar de não haver paralisação dos serviços essenciais à população, mas também colocar a marca do governo, daquilo que a gente acredita e daquilo que o nosso grupo fez campanha — afirmou.

Moraes também defendeu uma administração com maior equilíbrio fiscal, na qual as despesas não superem a arrecadação. Segundo ele, o grupo pretende trabalhar por um Estado mais enxuto e eficiente.

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Relação com a família Bolsonaro

Questionado sobre a derrota eleitoral do grupo político e os possíveis reflexos do episódio envolvendo a fuga do senador Flávio Bolsonaro e a carta golpista em que ele se autoproclamava presidente eleito, Moraes evitou comentar diretamente a possibilidade de distanciamento. O parlamentar classificou o resultado das eleições como um processo doloroso para o grupo, mas afirmou que a direita e o PL saíram fortalecidos em diferentes regiões do país.

— O processo realmente foi muito doloroso para nós. (...) Ganhamos muita coisa pelo Brasil afora. O PL foi gigante, a corrente política de centro foi gigante em todo o Brasil, nós crescemos em todos os lugares. Agora é trabalhar, apresentar resultados para a população e, daqui a quatro anos, disputar a eleição de novo. Desistir não é opção — declarou.

Perguntado se a proximidade com a família Bolsonaro poderia representar algum constrangimento diante do cenário político, Moraes negou. Ele destacou o crescimento de sua votação nas últimas eleições e o alinhamento de ideias com o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem citar o senador de quem é muito próximo.

— Para mim não tem constrangimento nenhum. (...) Agradeço aquilo que o ex-presidente Jair Bolsonaro pensa, aquilo que ele sempre alertou à população do estado do Rio de Janeiro e de todo o nosso Brasil. É isso que eu acredito. É claro que precisamos dialogar com todas as correntes políticas, respeitar a política e o que cada colega pensa de diferente. Isso faz parte da democracia — afirmou.

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