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Relatório da Senappen mostra primeira foto de Bacellar em presídio federal

Documento também apresenta imagens de Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, e outros criminosos do Rio.

Agência O Globo - 19/10/2026
Relatório da Senappen mostra primeira foto de Bacellar em presídio federal
Rodrigo Bacellar - Foto: Reprodução / Instagram

Um relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais, obtido pelo GLOBO, revela a primeira imagem do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, preso. Ele foi transferido para a penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em julho, após suspeitas de estar recebendo privilégios em uma cadeia no Rio de Janeiro. O ex-deputado estadual está preso preventivamente por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), investigado por ligações com o tráfico e vazamento de operações policiais. Ele sempre negou as acusações. Confira alguns presos do Rio que cumprem pena ou prisão preventiva em Mossoró.

Ex-prefeito, deputados e vereadores:

Família do Marcinho VP:

Bacellar

Rodrigo Bacellar já foi alvo de diferentes fases de operações da Polícia Federal que investigam suas supostas ligações criminosas. Na primeira, em dezembro do ano passado, Bacellar foi preso no âmbito de uma investigação sobre o vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV).

O Batman

Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Ricardo Batman, foi um dos líderes da milícia Liga da Justiça, que controlava grande parte das comunidades da Zona Oeste. Em 2022, ele foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato de Ilton do Nascimento, ocorrido em 2007, após a vítima recusar ceder sua linha de transporte à organização criminosa.

Zinho

Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, considerado o chefe da maior milícia da Zona Oeste, entregou-se à polícia na véspera do Natal de 2023. Com 23 anotações criminais, ele exerce um papel central na quadrilha, marcada por violência, repressão armada e dominação territorial. A pedido do Ministério Público do Rio, ele foi transferido para o sistema penitenciário federal em fevereiro de 2024, devido à sua periculosidade e ao risco que representava ao sistema carcerário estadual. Sua prisão em unidade de segurança máxima permanece vigente.

Toni Ângelo

Toni Ângelo foi policial militar e um dos chefes da milícia Liga da Justiça, atuando na Zona Oeste do Rio. Em 2013, foi preso após um desentendimento em um bar, sendo atingido por um tiro no rosto. Ele foi condenado a mais de 172 anos de prisão e tentou retornar ao cumprimento da pena no Rio, mas o Supremo Tribunal de Justiça ordenou sua permanência no sistema federal.

Nem da Rocinha

Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, assumiu o comando do tráfico na Rocinha após a morte do chefe anterior, Bem-te-Vi, em 2005. Ele foi preso em 2011, escondido em um porta-malas, após tentar simular sua própria morte um ano antes para escapar da polícia. Em 2018, foi condenado a 66 anos de prisão pelos homicídios de Luana Rodrigues de Sousa e sua amiga Andressa de Oliveira, cometidos em maio de 2011.