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Federação de partidos de esquerda elege segunda maior bancada da Alerj

PT e PC do B garantiram dez cadeiras em aliança que tinha ainda o PV. PL terá maior representação com 21 deputados

Agência O Globo - 05/10/2026
Federação de partidos de esquerda elege segunda maior bancada da Alerj
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) - Foto: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

A Federação Brasil da Esperança - Fe Brasil, formada por partidos de esquerda, elegeu a segunda maior bancada que inicia o mandato no ano que vem na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Nove cadeiras foram obtidas pelo PT e uma pelo PC do B, sendo que candidatos do PV ficaram na suplência. A bancada só será menor que a do PL, do presidente da casa e candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas, que elegeu 21 deputados.

Dos dez nomes, cinco são de políticos reeleitos: pelo PT, Érica Takimoto, Marina do MST, Verônica Lima e Zeidan; e pelo PC do B, Dani Balbi. Outro nome já conhecido é do ex-presidente da casa, André Ceciliano, que voltou a disputar uma eleição no estado após ser derrotado na disputa por uma vaga no Senado em 2022. Nos últimos anos, foi secretário de Relações Institucionais da presidência da República e secretário especial de Assuntos Parlamentares do governo do presidente Lula.

Outro nome veterano da política é Adilson Pires, eleito seis vezes vereador do Rio de Janeiro, que já foi vice-prefeito da cidade e tem passagens por vários cargos do alto escalão da prefeitura na capital. Os demais eleitos pela coligação, todos do PT, são: Allyson Elias, Leonel de Esquerda e Raone Ferreira.

As federações foram criadas em uma reforma eleitoral de 2021. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio das federações, duas ou mais legendas com afinidade programática podem se reunir para atuarem como se fossem uma única agremiação. Essa união deve vigorar por, pelo menos, quatro anos e tem abrangência nacional. As eleições gerais de 2022 foram as primeiras a usar esse modelo.