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Setembro Amarelo: conhecer a cidade também pode ser uma forma de cuidar

No mês de prevenção ao suicídio, especialistas destacam a importância dos vínculos, do lazer e de experiências que tragam novos sentidos para a rotina

Agência O Globo - 09/09/2026
Setembro Amarelo: conhecer a cidade também pode ser uma forma de cuidar
Setembro Amarelo: conhecer a cidade também pode ser uma forma de cuidar - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

No Setembro Amarelo, falar sobre prevenção ao suicídio é também falar sobre aquilo que nos conecta à vida: vínculos, afeto, pertencimento e experiências que dão novos sentidos à rotina. Lazer, cultura, caminhadas e passeios não substituem acompanhamento profissional, mas podem contribuir para o bem-estar e ajudar a romper o isolamento.

“Quando falamos em saúde mental e prevenção ao suicídio, precisamos lembrar que o cuidado também acontece nos espaços de convivência, de cultura e de pertencimento. Conhecer um lugar, caminhar, ouvir histórias, trocar experiências e se conectar com outras pessoas pode ajudar a romper o isolamento e trazer novos sentidos para a rotina. Nesse aspecto, iniciativas como o Circuito de Herança Africana, do Instituto Pretos Novos, têm um papel muito interessante: além de promover conhecimento e preservar uma memória fundamental da nossa história, proporcionam uma experiência de encontro com a cidade, com a cultura e com outras pessoas. Isso não substitui o acompanhamento profissional, mas pode fazer parte de uma vida com mais vínculos, experiências e possibilidades de conexão. Esse cuidar precisa ser não só para este mês, mas para os 365 dias do ano”, explica a psicóloga Gláucia Guedes.

No Rio, um passeio pode ser também uma experiência de conexão com a própria história. Na Gamboa, o Instituto Pretos Novos transforma memória em encontro. Por meio do Circuito de Herança Africana, o visitante percorre lugares da Pequena África, como o Cais do Valongo, a Pedra do Sal e o Jardim Suspenso do Valongo, conhecendo histórias que ajudam a compreender a formação da cidade e do país. Mais do que um roteiro turístico, é uma caminhada que convida a olhar, escutar, refletir e se conectar com uma parte fundamental da história do Rio.