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Agressão no IFCS: funcionários da faculdade são ouvidos pela polícia após serem identificados por reconhecimento facial

Outras testemunhas ainda serão ouvidas. A investigação está em andamento na 1ª DP (Praça Mauá)

Agência O Globo - 08/09/2026
Agressão no IFCS: funcionários da faculdade são ouvidos pela polícia após serem identificados por reconhecimento facial
Agressão no IFCS: funcionários da faculdade são ouvidos pela polícia após serem identificados por reconhecimento facial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil já ouviu dois funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no caso de agressão ocorrido no dia 25 de agosto, no campus do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco, no Centro do Rio. O episódio de violência começou a ser investigado após as redes sociais serem tomadas por registros que mostravam. Uma professora e um vigilante da faculdade foram ouvidos após serem identificados pelos agentes por meio de reconhecimento facial.

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Como o caso é marcado por diferentes versões sobre o que aconteceu naquele dia, incluindo uma acusação de racismo, a polícia está ouvindo testemunhas para esclarecer as circunstâncias e concluir o inquérito.

De um lado, o estudante de Direito Deivid Lima afirma ter sido vítima de agressões e insultos racistas ao tentar conduzir à delegacia um aluno que usava uma camisa com suposta apologia ao nazismo. Do outro, o estudante de História Diego Costa Araújo nega as acusações, sustenta que vestia uma camisa de uma banda punk declaradamente antinazista e alega ter sofrido uma tentativa de homicídio ao ser espancado por dezenas de pessoas.

Até o momento, a polícia não encontrou elementos que sustentem a acusação de racismo contra o estudante de História. Segundo o relato que foi feito à polícia, Araújo só teria sido agredido após chamar Deivid Lima de “macaco”. As imagens obtidas pela investigação, no entanto, mostram que ele já era agredido desde o momento em que foi retirado da sala por outros alunos.

Outras testemunhas ainda serão ouvidas. A investigação está em andamento na 1ª DP (Praça Mauá).

Em nota, a UFRJ afirmou que os "docentes estão prestando os esclarecimentos solicitados pelas autoridades policiais para a apuração dos fatos. Paralelamente, a Universidade instaurou uma sindicância para apurar internamente as circunstâncias do episódio".