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Operação mira quadrilha ligada ao CV que cometia sequestros-relâmpagos contra comerciantes

Uma das vítimas foi obrigada a fornecer senhas bancárias e teve prejuízo de cerca de R$ 500 mil

Agência O Globo - 14/08/2026
Operação mira quadrilha ligada ao CV que cometia sequestros-relâmpagos contra comerciantes
Operação mira quadrilha ligada ao CV que cometia sequestros-relâmpagos contra comerciantes - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio deflagrou, nesta sexta-feira, a segunda fase da Operação Argus, que mira uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, investigada por crimes de cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro — conhecidos como sequestros-relâmpagos — contra comerciantes da Baixada Fluminense. Quatro pessoas já foram presas, segundo o Bom Dia Rio , da TV Globo.

Policiais civis da 59ª DP (Duque de Caxias) e da Delegacia Antissequestro (DAS) cumprem 14 mandados de prisão e mais de 30 de busca e apreensão em endereços em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Mesquita, na Baixada Fluminense; além da capital carioca e do Paraná. A ação conta com o apoio das equipes do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

As investigações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Entre as funções identificadas estão a detecção e o monitoramento das vítimas, a privação de liberdade, a obtenção de dados e senhas bancárias e, posteriormente, a retirada e ocultação dos valores subtraídos.

Um dos casos que tiveram origem na investigação envolveu uma vítima feita refém por aproximadamente oito horas, sendo ameaçada com uma arma, até fornecer senhas bancárias aos criminosos. O prejuízo causado pelas movimentações financeiras identificadas é estimado em cerca de R$ 500 mil. Na primeira fase da operação, três homens ligados ao grupo foram presos, e policiais do DAS e da 59ª DP libertaram uma vítima que era mantida em cárcere privado.

Nesta segunda fase, os agentes buscam apreender armas, munição, dispositivos eletrônicos, documentos financeiros, dinheiro em espécie, bens de luxo e veículos de alto padrão. A ação também busca aprofundar o levantamento da estrutura financeira da organização criminosa e identificar outros envolvidos nos crimes.