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Suspeitos de envolvimento com o tráfico são presos com carro clonado após monitoramento por câmeras no Rio

Imagens do Civitas mostram circulação do veículo na Taquara e ajudaram a Polícia Civil a identificar o padrão de deslocamento e localizar a dupla supostamente ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP)

Agência O Globo - 13/08/2026
Suspeitos de envolvimento com o tráfico são presos com carro clonado após monitoramento por câmeras no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Dois homens apontados pela Polícia Civil como envolvidos com o tráfico de drogas foram presos nesta quinta-feira na Rua Bacairis, na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, enquanto circulavam em um carro com placa clonada. Segundo a investigação, o veículo era usado em deslocamentos entre comunidades ligadas ao Terceiro Comando Puro (TCP) e áreas de atuação de um grupo de milicianos de Jacarepaguá, apontado como parceiro da facção.

Violência no Rio:

A prisão contou com informações da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), da Prefeitura do Rio. O carro estava inserido no cerco eletrônico da unidade e teria emitido 24 alertas em tempo real para a polícia. O histórico de circulação do veículo ajudou os agentes da 18ª DP (Praça da Bandeira) a identificar um padrão de deslocamento e direcionar a ação para a região.

Segundo a Prefeitura, os registros mostravam que o automóvel circulava principalmente no período da tarde e tinha maior recorrência às quintas-feiras na Taquara. A abordagem ocorreu justamente na região indicada pelo monitoramento.

Carro havia sido furtado

A placa original do veículo é do estado de São Paulo. Durante a abordagem, os policiais confirmaram que o automóvel havia sido furtado na área da 24ª DP (Piedade) e circulava com uma placa clonada.

Os agentes também encontraram uma munição de calibre 5,56 mm e outra de calibre 9 mm.

Um dos presos, Wesley Henrique Ramos Nascimento, tem anotações por roubo, associação criminosa e porte de arma. Kauã de Souza da Silva tinha, quando adolescente, registro de ato infracional análogo ao furto.

Dados do monitoramento foram usados na investigação

Além dos alertas emitidos em tempo real, a Civitas forneceu à Polícia Civil o histórico de circulação do veículo. Segundo a Prefeitura, os registros permitem recuperar deslocamentos anteriores e identificar padrões que não necessariamente aparecem em uma ocorrência isolada.

As imagens e os relatórios produzidos pelo sistema também podem ser incorporados à investigação como elementos de prova, documentando a circulação do veículo e ajudando a estabelecer a conexão entre diferentes pontos e envolvidos.

Para Davi Carreiro, chefe executivo da Civitas, a coincidência entre o padrão identificado pelo monitoramento e o local da prisão mostra como a análise dos dados pode auxiliar o trabalho policial.

— A gente tinha os dados mostrando onde esse veículo circulava, em que período e com que frequência. A prisão aconteceu na região, no horário e no dia em que apareciam nesse histórico. Isso dá mais agilidade e precisão à ação policial, além de gerar registros que ajudam a comprovar o que aconteceu. É o dado sendo transformado em resultado concreto — afirmou.