RJ em Foco
Fonoaudióloga baleada em ônibus em Vicente de Carvalho está em estado grave
Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi ferida no pescoço por um tiro que transfixou e provocou uma lesão na coluna
A fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso , de 53 anos, segue internada em estado grave no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio. Ela foi baleada no pescoço quando estava no ônibus da linha 629 (Irajá x Saens Peña), que passava pela Avenida Meriti, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Aline estava no caminho do trabalho.
Desfecho:
'Ela não sabia que estava baleada':
A bala que atingiu a fonoaudióloga transfixou e provocou uma consulta na coluna. Ela passou por uma cirurgia que durou quatro horas e, em seguida, foi levada para o CTI.
De acordo com a Polícia Militar, Aline foi atingida quando agentes do 41º BPM (Irajá), que faziam um policiamento nas proximidades da comunidade do Trem, foram atacados a tiros. Houve confronto. O ônibus em que a vítima estava passando em frente à favela, dominado pelo Comando Vermelho. O tiroteio provocado ainda correria na passarela do metrô de Vicente de Carvalho. Moradora da Vila da Penha, fonoaudióloga trabalha na Casa de Saúde São José, no Humaitá, e não tem filhos. No hospital, está sendo acompanhado por duas tias.
Do último lugar ao ouro:
PM responsável direção de ônibus:
De acordo com policiais militares envolvidos na ocorrência, quando as equipes chegaram ao ônibus, os passageiros já haviam se abrigado em uma escola particular. No veículo, só fui uma fonoaudióloga. Ela, porém, nem havia notado que havia sido ferido, segundo o sargento Elimar das Chagas.
— Ela não sabia que estava baleada. Ela falou que se sentiu machucada e disse para a gente o que estava acontecendo. O tempo todo, ela perguntava: 'É grave?'. E eu disse: 'Não é grave, foi só um arranhão'. Falei que a dor era da queda, que era normal, que ela sentir dor era um sinal positivo, não falei para ela que ela foi baleada para não se desesperar — relata o agente, que comandou os primeiros socorros de Siqueira com o auxílio dos policiais Antonio Câmara e Gilfábio Nogueira.
Sequência de crimes:
Com o motorista do ônibus em estado de choque, coube ao também sargento Jhonathan Vessados assume a direção do veículo e o leva para o hospital.
— O Jhonathan tem habilitação na categoria D, que permite dirigir ônibus. O motorista saiu desesperado (com o tiroteio) e deixou a chave na ignição. O Jhonathan falou: 'A única possibilidade que a gente tem é dirigir o ônibus para o hospital'. Depois, o motorista até agradeceu e elogiou — diz o cabo Alexandre Souza, que comandou a abertura do trânsito para o veículo poder chegar rapidamente à unidade de saúde.
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