RJ em Foco
22 acampamentos irregulares são desmobilizados no Monte Cardoso Fontes, no Parque Nacional da Tijuca
Ações do ICMBio e da Prefeitura do Rio retiraram mais de 1,5 tonelada de resíduos da área; monitoramento será contínuo
Vinte e dois acampamentos irregulares foram desmobilizados no Monte Cardoso Fontes, área do Parque Nacional da Tijuca, durante ações de ordenamento realizadas pelo ICMBio e pela Prefeitura do Rio ao longo de julho. Ao todo, foram retiradas mais de 1,5 tonelada de materiais, entre lonas, barracas, grades de metal, resíduos orgânicos e entulhos.
Entenda:
Alerta:
Dentre os acampamentos identificados, nove foram retirados pelas equipes e 13 foram desmobilizados voluntariamente após os ocupantes serem notificados pelo ICMBio. A última etapa da operação ocorreu em 29 de julho, quando foi concluída a retirada das estruturas que ainda permaneciam no local.
As ações fazem parte de um cronograma conjunto entre o ICMBio e a Prefeitura do Rio, apresentado ao Ministério Público Federal no âmbito de uma ação civil pública que trata da preservação da área. O Monte Cardoso Fontes também integra a Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal da Serra dos Pretos Forros, que se sobrepõe parcialmente ao Parque Nacional da Tijuca.
O monitoramento da região já vinha sendo reforçado antes da retirada dos acampamentos. Há alguns meses, o ICMBio mantém rondas diárias de Agentes Temporários Ambientais (ATAs), responsáveis por fiscalizar o uso da área e orientar os frequentadores sobre as regras de convivência. A rotina de fiscalização continuará após a desmobilização dos acampamentos.
O uso religioso do Monte Cardoso Fontes será mantido. Em fevereiro de 2025, o ICMBio estabeleceu um Acordo de Boas Práticas de Uso Religioso do local, frequentado principalmente por grupos evangélicos para a realização de orações. A suspensão vale para novos acampamentos, mas não para as atividades religiosas já realizadas na área.
Vídeo:
Durante julho, representantes da Justiça Federal e do Ministério Público Federal também fizeram uma visita técnica ao monte para acompanhar os avanços das medidas previstas no cronograma, incluindo as orientações aos frequentadores e as notificações sobre a proibição de acampamentos.
As próximas etapas incluem o manejo das trilhas, com intervenções para reduzir processos de erosão e aumentar a segurança dos visitantes. Também está prevista a instalação de placas informativas e educativas resistentes às condições climáticas da região.
O ICMBio e a Prefeitura pretendem ainda incentivar a participação da comunidade evangélica que já frequenta o local em ações de reflorestamento, especialmente nas áreas que ficaram descobertas após a retirada dos acampamentos. O objetivo do ordenamento, segundo os órgãos, é conciliar a liberdade religiosa com a preservação ambiental da unidade de conservação.
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