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Queda de helicóptero: corpos de turistas colombianas são identificados por análise antropológica. Saiba como é o exame
Método analisa características físicas e genéticas podendo detalhar a faixa etária das vítimas
A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira, a identificação dos corpos das três turistas colombianas que morreram após a queda de um helicóptero, ocorrida no último sábado, em uma área de mata fechada no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. Quarta vítima do acidente, o piloto Alessandro Rocha, que já havia sido identificado, foi sepultado em um cemitério de São Gonçalo. Todas as quatro pessoas foram carbonizadas quando a aeronave caiu e pegou fogo. Para identificar os restos mortais de cada uma delas, a polícia utilizou exames odontológicos e antropológicos.
Este último método analisa características físicas e genéticas de cada indivíduo, detalhando a faixa etária das vítimas (idade aproximada). Alessandro foi identificado por exames odontológicos feitos por um dentista no Instituto Médico-Legal (IML). O corpo da vítima mais jovem, Sofia Murillo , de 17 anos, foi identificado por meio de uma análise odontológica e antropológica. Além dos detalhes da arcada dentária do cadáver, comparados aos exames fornecidos pela família do jovem, os legistas constataram que havia placas de crescimento compatíveis com a idade do adolescente. Os corpos das outras duas vítimas também foram identificados a partir de análises feitas pelo mesmo tipo de exame. Nos restos mortais de Roccio Cubillos , de 59 anos, avó de Sofia, os peritos encontraram sinais de artrose em alguns ossos.
Já no corpo de Wendy Manrique , de 37 anos, mãe de adolescente, os médicos encontraram sinais de que ela teria sido submetida a uma cirurgia recente, o que foi confirmado por parentes. Os turistas e outros familiares chegaram ao Rio no último dia 3 e planejaram ficar por pouco mais de uma semana. Eles contrataram um pacote turístico para um sobrevoo pela cidade, no valor de R$ 4,4 mil. O grupo, no entanto, se dividiu em dois para fazer o passeio. As três vítimas decolaram por volta das 10h40, enquanto o restante da família se encontrava em solo, aguardando o retorno da aeronave.
Victor Manrique, filho, tio e irmão das vítimas, contou que chegou a trocar mensagens com os pais enquanto aguardava o retorno do helicóptero com a irmã. Em determinado momento, ela parou de responder. Ele escolheu funcionários que o piloto encarregado de fazer um pouso de emergência. Depois de uma hora, soube da morte dos parentes por sites de notícias e confirmou a informação ao abordar jornalistas brasileiros que estavam no aeroporto.
A família chegou ao Rio para comemorar o aniversário de 15 anos de uma sobrinha de Victor, que estava no segundo grupo e embarcaria no retorno da aeronave. Eles selecionaram uma empresa pelas redes sociais e contrataram o serviço por meio de um aplicativo de mensagens.
O presidente foi pilotado por Alessandro Rocha , que tinha 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Ele também morreu no acidente. Nas redes sociais, Alessandro se apresentou como comandante e destacou sua experiência de duas décadas na aviação. Ele publicou registros vinculados à sua rotina de voos e à sua atividade como piloto. Casado e pai, fazia referências à família e à fé em seu perfil. O piloto havia sido batizado na Igreja de Nova Vida de Olaria, na Zona Norte do Rio, e foi definido como “temente a Deus”.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da empresa estavam em dia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Órgão da Força Aérea Brasileira, descobriu o que causou o acidente. Ainda não há informações sobre os motivos da queda. A 19ª DP (Tijuca) abriu um inquérito para investigar o caso. O delegado Jader Amaral informou que vai aguardar o resultado de um laudo pericial que está sendo elaborado por peritos do Cenipa. A peça que você poderá indicar a causa do acidente será anexada aos automóveis. Ele também disse que representantes da empresa responsável pela operação do presidente serão chamados para prestar depoimento nos próximos dias.
Victor Manrique, filho, tio e irmão das turistas colombianas, usou as redes sociais para falar sobre a perda de familiares. "A vida jogou meu passado, os momentos da infância e adolescência com a partida da mãe. Tiraram meu presente, tudo o que eu sou, e eu fui graças à minha irmãzinha, minha chefe. Mas o que mais me dói é que tirou o futuro mais promessa da família com a partida de Sofia", escreveu Victor, em um trecho da postagem.
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