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Queda de helicóptero: polícia realiza exames para identificar vítimas do acidente

Família de colombianas pede agilidade na liberação dos corpos, cuja identificação depende de exames de arcada dentária ou DNA

Agência O Globo - 11/08/2026
Queda de helicóptero: polícia realiza exames para identificar vítimas do acidente
helicóptero - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Parentes das três colombianas cobram agilidade do Instituto Médico-Legal (IML) na identificação e liberação dos corpos. Na composição estavam Rocio Cubillos , de 59 anos, a filha Wendy Manrique , de 37, e a neta Sofia Murillo , de 17. Além das três, o piloto Alessandro Rocha , de 51 anos, também morreu na queda.

— Nós já tivemos uma tragédia, que é perder nossos familiares, e agora temos que viver uma segunda tragédia que é esperar aqui uma, duas, três semanas por uma identificação que, por lógica, já poderia ter sido feita — afirmou Victor Manrique , filho de Rocio e irmão de Wendy.

Como as três foram carbonizadas no incêndio após a queda do helicóptero, a identificação exige procedimentos mais complexos, segundo a Polícia Civil. Estão sendo realizados exames odontológicos e antropológicos para confirmar a identidade das vítimas. Até agora, a família conseguiu fornecer apenas a documentação odontológica do jovem.

— É um tema difícil e temos que ter muita paciência. O próximo método é a comparação da arcada dentária, mas, infelizmente, não temos os registros odontológicos das três — disse Victor.

Caso seja necessário recorrer a exames de DNA, o procedimento pode ser mais demorado porque duas das vítimas, Rocio e Wendy, eram mãe e filha e, portanto, unidas parte do material genético. Diante da possibilidade de o processo se prolongar, Manrique pede às autoridades brasileiras que a identificação seja agilizada. Ele afirma não ter dúvidas de que os três corpos ainda não liberados são os de sua mãe, sua irmã e sua sobrinha e defende que características físicas também sejam consideradas na perícia.

— Eles podem ser identificados por sinais como cicatrizes e características físicas. Pelas unhas dos pés pintados, por exemplo, conseguimos reconhecê-las em comparação com fotos feitas no mesmo dia — afirmou.

Outra vítima do acidente, o piloto Alessandro Rocha, foi enterrado ontem no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana. Sven Rocha , de 23 anos, filho de Alessandro, se esforça para conter as lágrimas. Ele respondeu a cada um dos presentes, trazendo, à sua maneira, um sorriso no rosto. Era ele quem consolava quem estava lá para consolá-lo. Além de Sven, Alessandro é pai de Maria Antônia , de 2 anos, e de Benício , de 3 meses, frutos de seu segundo casamento.

— Tristeza não combina com meu pai. Quem aqui o amava? — Disse o filho, ao final do enterro. Na mesma hora, braços passam a ser erguidos.

Sven contou que comemorou o Dia dos Pais na quinta-feira, já que não poderia estar com Alessandro no domingo:

— O que me consola é saber que ele era um ótimo profissional, levava muito a sério o trabalho.

* Estagiária sob a supervisão de Leila Youssef