RJ em Foco
Queda de helicóptero: polícia realiza exames para identificar vítimas do acidente
Família de colombianas pede agilidade na liberação dos corpos, cuja identificação depende de exames de arcada dentária ou DNA
Parentes das três colombianas cobram agilidade do Instituto Médico-Legal (IML) na identificação e liberação dos corpos. Na composição estavam Rocio Cubillos , de 59 anos, a filha Wendy Manrique , de 37, e a neta Sofia Murillo , de 17. Além das três, o piloto Alessandro Rocha , de 51 anos, também morreu na queda.
— Nós já tivemos uma tragédia, que é perder nossos familiares, e agora temos que viver uma segunda tragédia que é esperar aqui uma, duas, três semanas por uma identificação que, por lógica, já poderia ter sido feita — afirmou Victor Manrique , filho de Rocio e irmão de Wendy.
Como as três foram carbonizadas no incêndio após a queda do helicóptero, a identificação exige procedimentos mais complexos, segundo a Polícia Civil. Estão sendo realizados exames odontológicos e antropológicos para confirmar a identidade das vítimas. Até agora, a família conseguiu fornecer apenas a documentação odontológica do jovem.
— É um tema difícil e temos que ter muita paciência. O próximo método é a comparação da arcada dentária, mas, infelizmente, não temos os registros odontológicos das três — disse Victor.
Caso seja necessário recorrer a exames de DNA, o procedimento pode ser mais demorado porque duas das vítimas, Rocio e Wendy, eram mãe e filha e, portanto, unidas parte do material genético. Diante da possibilidade de o processo se prolongar, Manrique pede às autoridades brasileiras que a identificação seja agilizada. Ele afirma não ter dúvidas de que os três corpos ainda não liberados são os de sua mãe, sua irmã e sua sobrinha e defende que características físicas também sejam consideradas na perícia.
— Eles podem ser identificados por sinais como cicatrizes e características físicas. Pelas unhas dos pés pintados, por exemplo, conseguimos reconhecê-las em comparação com fotos feitas no mesmo dia — afirmou.
Outra vítima do acidente, o piloto Alessandro Rocha, foi enterrado ontem no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana. Sven Rocha , de 23 anos, filho de Alessandro, se esforça para conter as lágrimas. Ele respondeu a cada um dos presentes, trazendo, à sua maneira, um sorriso no rosto. Era ele quem consolava quem estava lá para consolá-lo. Além de Sven, Alessandro é pai de Maria Antônia , de 2 anos, e de Benício , de 3 meses, frutos de seu segundo casamento.
— Tristeza não combina com meu pai. Quem aqui o amava? — Disse o filho, ao final do enterro. Na mesma hora, braços passam a ser erguidos.
Sven contou que comemorou o Dia dos Pais na quinta-feira, já que não poderia estar com Alessandro no domingo:
— O que me consola é saber que ele era um ótimo profissional, levava muito a sério o trabalho.
* Estagiária sob a supervisão de Leila Youssef
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