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Me consola saber que ele era um ótimo profissional
Enterro de Alessandro Rocha, de 48 anos, aconteceu nesta segunda-feira em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio
O enterro do piloto Alessandro Rocha, de 48 anos, aconteceu nesta segunda-feira no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana. No local, estiveram presentes a família e amigos, que se reuniram na capela dois para homenageá-lo. Às 15h, o corpo foi levado para um jazigo no Cemitério Municipal de São Gonçalo. Alessandro morreu no último sábado, após a queda da aeronave que comandava um vôo panorâmico para turistas colombianas na Vista Chinesa, na Zona Norte. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, investiga as circunstâncias do acidente.
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'Segunda tragédia':
Tanto o velório quanto o enterro estiveram lotados. Sven Rocha, de 23 anos, primogênito de Alessandro, esforçou-se em conter as lágrimas. Ele cumprimentou individualmente cada um dos presentes, trazendo, à sua maneira, um sorriso no rosto. Era ele quem consolava quem estava lá para consolá-lo.
Além de Sven, Alessandro é pai de Maria Antônia, de 2 anos, e de Benício, de 3 meses, frutos de seu segundo casamento. As crianças, pela idade, não compareceram à despedida.
— Tristeza não combina com meu pai. Quem aqui amava ele? — pergunta Sven ao final do enterro. Na mesma hora, braços começaram a ser erguidos, enquanto risos apareciam tímidos, abafando o choro.
Antes que o concreto fosse colocado sobre o caixão, a mãe de Alessandro apareceu, andando com dificuldade e apoiada a uma muleta. Parentes a seguravam e pediam para que as pessoas abrissem caminho à ela.
— É a mãe dele aqui... só quero jogar uma florzinha. Está doendo muito — lamentou dona Iara (era assim que os presentes a chamavam).
Dia dos Pais antecipado
Sven contou que comemorou o Dia dos Pais na quinta-feira, já que não poderia estar com Alessandro no domingo. Foi um dos últimos momentos que compartilharam.
— A gente era muito família. Eu abraçava meu pai. Beijava meu pai. Eu sou apaixonado por ele. Na quinta-feira, ficamos juntos porque domingo eu não poderia. Foi engraçado porque, diferentemente das outras vezes, eu que preparei tudo para ele, todo o churrasco. O que me consola é saber que ele era um ótimo profissional, levava muito a sério o trabalho — destaca Sven. Alessandro tinha mais de 20 anos de experiência.
Acidente no sábado
A queda do helicóptero pilotado por Alessandro aconteceu na manhã do último sábado. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11 e encontrou a aeronave sobre uma área de mata de difícil acesso. Quatro corpos foram encontrados: o de Alessandro e de três turistas colombianas — Rocio Cubillos, de 59 anos, Sofia Murillo, de 17, e Wendy Manrique, de 37.
Elas eram de uma mesma família de seis colombianos que chegaram ao Rio na última segunda-feira e planejavam ficar até a próxima terça. No entanto, o grupo se dividiu em dois para fazer o passeio. As três vítimas decolaram por volta das 10h40, enquanto o restante da família permaneceu à espera do retorno.
Segundo o registro exibido da Anac, o helicóptero estava em situação normal e tinha certificado de aeronavegabilidade válido até 5 de junho de 2027. A aeronave, de operação privada, estava autorizada a realizar voos panorâmicos. Ainda não há detalhes sobre o que causou o acidente.
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