RJ em Foco
Representantes da empresa do helicóptero acidentado na Zona Norte do Rio serão ouvidos
Um piloto e três turistas colombianas morreram. Delegado aguarda resultado da perícia sobre a queda.
A Polícia Civil deve ouvir, nos próximos dias, os representantes da empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda., responsável pela operação do helicóptero Robinson R44 que caiu neste sábado em uma área de mata fechada nas proximidades da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, quatro pessoas perderam a vida: o piloto e três passageiras colombianas. Um inquérito foi aberto para apurar o caso na 19ª DP (Tijuca).
Queda de aeronave:
Na aeronave havia uma câmera acoplada, usada para filmar o passeio panorâmico, que pode ter registrado o que aconteceu. O equipamento foi recuperado e será periciado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo o delegado Jáder Amaral, da 19ª DP, a polícia vai aguardar o resultado do laudo dos peritos do Cenipa, que poderá apontar o que causou a queda da aeronave. A peça deverá ser juntada ao inquérito da 19ª DP.
Na oitiva dos representantes da Voos Rio Panorâmico, o delegado deverá pedir que a empresa informe em quais condições a aeronave operava, se estava com a manutenção em dia e se a licença do piloto estava regular. Morreram no acidente o piloto Alessandro Rocha; Rocio Cubillos, de 59 anos; Sofia Murillo, de 17, neta de Rocio; e Wendy Manrique, de 37, mãe de Sofia. As turistas e outros parentes chegaram ao Rio na última segunda-feira e planejavam ficar até a próxima terça-feira. Elas contrataram um pacote turístico para um sobrevoo pela cidade, no valor de R$ 4,4 mil. O grupo se dividiu em dois para fazer o passeio, e as três vítimas decolaram por volta das 10h40, enquanto o restante da família permaneceu em solo, aguardando o retorno da aeronave.
Vai fazer passeio de helicóptero?
Victor Manrique, filho, tio e irmão das vítimas, contou que chegou a trocar mensagens com os parentes enquanto aguardava o retorno do helicóptero. Ele ouviu de funcionários que o piloto precisava fazer um pouso de emergência. Após uma hora, soube da morte dos parentes por sites de notícias e confirmou a informação ao abordar jornalistas brasileiros no aeroporto.
Queda de aeronave:
A família chegou ao Rio para comemorar o aniversário de 15 anos de uma sobrinha de Victor, que estava no segundo grupo e embarcaria no retorno da aeronave. Eles selecionaram a empresa pelas redes sociais e contrataram o serviço por meio de um aplicativo de mensagens.
Família de colombianas mortas em queda de helicóptero cobra agilidade do IML:
O helicóptero era pilotado por Alessandro Rocha, que tinha 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Ele também morreu no acidente. Nas redes sociais, Alessandro se apresentava como comandante e destacava sua experiência de duas décadas na aviação. Publicava registros ligados à rotina de voos e à atividade como piloto. Era casado e pai, fazendo referências à família e à fé em seu perfil, onde se definia como “temente a Deus”.
As quatro guerras do CV:
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da empresa estavam em dia. O Cenipa investiga as causas do acidente. Até o momento, não há informações sobre o que motivou a queda. Uma representante da Voos Rio Panorâmico reiterou que a empresa colaborará com as investigações.
A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca). Segundo a corporação, a perícia foi realizada no local, e os agentes aguardam o laudo do Cenipa. Os corpos das quatro vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde exames odontológicos e antropológicos são realizados para confirmarem com exatidão as identificações.
Até o momento, o corpo do piloto Alessandro Rocha já foi identificado e liberado. Outras diligências estão em andamento para apurar as causas da queda da aeronave.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
4RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas