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Polícia Civil realiza operação contra grupo suspeito de vender dados pessoais e cartões clonados

Investigado foi localizado em Nova Iguaçu; policiais apreenderam oito celulares, notebook, cartões bancários e chips durante ação nesta segunda-feira

Agência O Globo - 10/08/2026
Polícia Civil realiza operação contra grupo suspeito de vender dados pessoais e cartões clonados
Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira, a Operação Caixa-Preta para desarticular um grupo suspeito de manter sites usados para a comercialização de dados pessoais e ferramentas destinadas à prática de fraudes. Um dos principais investigados, Leonardo Gonçalves Amorim, foi localizado em um imóvel em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. Durante as buscas, foram apreendidos oito celulares, um notebook, diversos cartões bancários e chips de telefonia ainda sem uso. Segundo a Polícia Civil, o material será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes do grupo.

A ação é conduzida pela Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DVRCC), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

As investigações começaram a partir de um relatório de inteligência cibernética que apontou a existência de um conglomerado de sites supostamente criado para a prática de diferentes crimes. As plataformas seriam utilizadas para comercializar dados sigilosos, comprar bases de dados, negociar cartões de crédito clonados e oferecer ferramentas conhecidas como "checkers".

Esses programas serviriam para identificar vulnerabilidades em sistemas de instituições bancárias e obter informações sobre correntistas que podem ser utilizadas posteriormente em fraudes.

A identificação de Leonardo ocorreu a partir do cruzamento de informações digitais e financeiras. Os investigadores analisaram registros de transações, dados telemáticos, vínculos entre contas bancárias e linhas telefônicas, além do fluxo dos valores movimentados pelo grupo.

A polícia também identificou empresas registradas em nome do investigado. Segundo a investigação, essas empresas teriam movimentado valores superiores ao faturamento anual declarado, com transações consideradas incompatíveis com a capacidade financeira informada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Leonardo possui outras anotações criminais e responde a procedimentos relacionados a crimes cibernéticos, inclusive em outros estados. A corporação não detalhou, no entanto, quais são esses procedimentos.

A Operação Caixa-Preta tem como objetivo identificar outros integrantes do esquema, rastrear a movimentação financeira relacionada às fraudes e reunir novas provas sobre a atuação do grupo, informou a corporação.