RJ em Foco
Usuários reclamam de problemas com aplicativo na nova etapa do Rio Rotativo Digital
Trechos da Avenida Atlântica e Vieira Souto apresentam falhas na comunicação do sistema.
No primeiro dia de implementação da nova etapa do Rio Rotativo Digital na orla da Zona Sul e em algumas ruas internas, o GLOBO testou o sistema, que funcionou bem na maioria das áreas. Entretanto, vários usuários enfrentaram problemas em trechos como o da Avenida Atlântica, entre as ruas Djalma Ulrich e Miguel Lemos, onde não conseguiram estacionar. Ao tentar efetuar o pagamento pelo aplicativo do Jaé, a mensagem "Esta área ainda não faz parte do Rio Rotativo Digital" apareceu na tela. O mesmo ocorreu com um usuário que tentou parar o carro na Vieira Souto, próximo ao Posto 8, em Ipanema.
Cenipa apura causas:
A microempresária Maria Salete Silva Pereira está entre os que não conseguiram estacionar no trecho de Copacabana, em frente ao Museu da Imagem e do Som (MIS). Ela relatou ter pago R$ 2 a um guardador de carros, que aproveitou a dificuldade dos motoristas e circulava pelo local usando o talonário que o sistema promete aposentar.
— Entro no aplicativo e, quando clico em "pagar", aparece a mensagem e não consigo prosseguir. O jeito foi pagar ao guardador. A gente ainda não entende muito bem como funciona esse novo sistema, mas acho que vai ser legal e menos complicado. Com ele, ao menos, sabemos quanto vamos pagar e não ficamos nas mãos do flanelinha, que pode cobrar valores diferentes — disse.
Tragédia no ar:
Henrique Duarte, de 25 anos, também não conseguiu estacionar na Avenida Vieira Souto, perto do Posto 8, pelo mesmo problema. Carlos José Amorim de Menezes foi outro que teve dificuldades com o aplicativo e, após 20 minutos de tentativas, desistiu e foi embora à procura de vaga em outro lugar.
— Meu medo é tirar o carro daqui e ser multado, já que a placa já foi fotografada — afirmou.
Na maioria dos casos, a principal dificuldade enfrentada foi a falta de familiaridade com o aplicativo Jaé, que é a única forma de pagamento do estacionamento. Equipes identificadas com camisetas polo azuis estavam espalhadas por alguns trechos onde o novo sistema está em vigor para auxiliar os usuários. Contudo, onde Maria Salete, Henrique e Carlos tentaram estacionar não havia essa ajuda disponível.
Queda de helicóptero no Rio:
Mas mesmo com auxílio, houve usuários que levaram até 20 minutos para concluir todo o processo. Esse foi o caso de uma usuária que se identificou apenas como Ana. Ela estacionou no final da manhã na Delfim Moreira e, como não era usuária do Jaé, enfrentou dificuldades e precisou de ajuda de uma integrante da equipe de orientação para baixar o aplicativo, cadastrar e efetuar o pagamento da vaga.
— Achei meio complicado. Perdi um tempão. Ainda bem que estou adiantada para o meu compromisso — limitou-se a dizer.
Com a implantação dessa nova etapa, cerca de 1,7 mil vagas na orla dos bairros de Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, além de 33 ruas internas, começaram a operar o sistema, já adotado na primeira fase, que está em vigor há cerca de 20 dias no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.
As quatro guerras do CV:
Ao estacionar em uma vaga sinalizada, o motorista deve acessar o aplicativo do Jaé, selecionar a opção Rio Rotativo, confirmar automaticamente o endereço identificado pelo GPS, informar a placa do veículo e escolher o período de permanência. A tarifa permanece em R$ 2 por até duas horas, podendo ser renovada pelo período máximo de seis.
Alguns usuários, mesmo sem familiaridade com o aplicativo, não enfrentaram dificuldades para utilizar o novo sistema de estacionamento rotativo. É o caso do engenheiro José Luiz Couto, de 53 anos, morador do Anil, na Zona Sudoeste, que, ao ir a um atendimento médico em Copacabana, precisou baixar o aplicativo antes de sair do carro.
— Mesmo tendo de passar por várias etapas até finalizar o cadastro e fazer a recarga antes do primeiro uso, foi fácil.
Veja a previsão:
Edmilson Mendes, de 37 anos, também não teve dificuldades. Ele já tinha o aplicativo baixado no celular e o veículo cadastrado.
— É melhor que o sistema antigo. Tudo que é digitalizado facilita a nossa vida. Quando era o guardador que definia o preço, esse podia variar conforme uma série de fatores não muito claros. Agora não. Sabemos quanto vamos pagar. Esse tipo de sistema já é uma realidade em outros lugares — elogiou o coordenador administrativo.
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