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Rio tem média de 70 voos panorâmicos por dia; prefeito defende suspensão temporária após acidente que deixou quatro mortos
Só entre outubro e dezembro de 2025, foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade
Depois de um acidente com um helicóptero, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Prefeitura do Rio avaliam quais medidas serão tomadas em relação ao serviço. O prefeito Eduardo Cavaliere defende a suspensão temporária dos voos panorâmicos na cidade durante a investigação do caso. Na capital, o mercado desse serviço movimenta diversas empresas e atrai centenas de turistas. Só entre outubro e dezembro de 2025, foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade. Levantamento feito pela Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio de Janeiro (Aotherj) indica que o Rio tem uma média de 70 voos panorâmicos por dia.
Figura marcante de desfiles:
Cenipa apura causas:
De acordo com a associação, o Rio tem uma média mensal de 6.771 passageiros para esses serviços, o que equivale a cerca de 223 passageiros por dia. O mês de maior movimento é fevereiro, durante o Carnaval.
De acordo com a Aotherj, durante o período analisado, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, a associação contava com 14 empresas de serviços de voos panorâmicos associadas. Neste ano, são 11 associadas, mas os dados ainda estão sendo contabilizados.
O acidente deste sábado aconteceu durante uma viagem em família para comemorar os 15 anos de uma adolescente. As turistas colombianas Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, morreram na queda de um helicóptero em uma área de mata nas imediações da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. Com elas estava o piloto Alessandro Rocha, que também morreu no acidente. Ele acumulava 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros.
As três turistas estavam no Rio com outros três familiares. O grupo de seis pessoas chegou à cidade na última segunda-feira e se dividiu para o voo panorâmico. No hangar, ficaram Victor Manrique, filho de Rocio e irmão de Wendy; Daniela Castañeda, nora; e Laura Manrique, neta e aniversariante. Eles fariam o passeio no voo seguinte, quando o helicóptero retornasse.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da Voos Rio Panorâmico (VRP), responsável pelo helicóptero, estavam em dia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apura o que causou o acidente, mas ainda não há informações sobre os motivos da queda. Uma representante da VRP reiterou que a empresa colaborará com as investigações.
Sobre as investigações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) informou, por meio de nota, que já iniciou os trabalhos para investigar as causas do acidente. A avaliação começou no próprio sábado. Veja o que diz a entidade sobre os procedimentos de apuração:
"Investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências."
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