RJ em Foco
Corpos de colombianas mortas em queda de helicóptero no Rio ainda não foram periciados
Familiares das turistas chegaram, na manhã deste domingo (9), ao Instituto Médico Legal (IML)
Os corpos das três integrantes da família colombiana que estavam no helicóptero, nas proximidades da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, ponto turístico do Rio, ainda não foram periciados. Como foram encontrados carbonizados, o processo de identificação deverá começar pela análise da arcada dentária. Familiares chegaram na manhã deste domingo (9) ao Instituto Médico Legal (IML).
"Perdi metade da minha família":
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De acordo com a advogada da família, das três vítimas, apenas uma possui documentação odontológica disponível para comparação. Por isso, as outras duas deverão ser submetidas a exames de DNA, procedimento que pode tornar o processo de identificação mais demorado. Outros familiares chegam ao Brasil neste domingo (9) e devem trazer documentos que poderão auxiliar no trabalho de identificação.
As vítimas são Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17. As três eram da mesma família. Rocio era mãe de Victor Manrique e Wendy, além de avó de Sofia. Elas estavam no Rio com outros três parentes para comemorar os 15 anos de Laura Manrique.
A família havia chegado à cidade na última segunda-feira (3) e contratou um passeio panorâmico de helicóptero por R$ 4,4 mil. O grupo se dividiu para o voo: as três embarcaram primeiro, enquanto Victor, Laura e Daniela Castañeda aguardavam no Aeroporto de Jacarepaguá para fazer o passeio seguinte.
O helicóptero decolou por volta das 10h40 de sábado. Enquanto esperava pelo retorno da aeronave, Victor chegou a trocar mensagens com os familiares. Wendy, porém, parou de responder. Ele contou que ouviu funcionários comentarem que o piloto precisaria fazer um pouso de emergência.
Cerca de uma hora depois, Victor soube da queda por sites de notícias e procurou jornalistas brasileiros que estavam no aeroporto para confirmar a morte das parentes.
O acidente matou também o piloto Alessandro Rocha. O Robinson R44, operado pela empresa Voos Rio Panorâmico, caiu em uma área de mata de difícil acesso. Os quatro corpos foram encontrados carbonizados.
A retirada das vítimas mobilizou cerca de 40 militares do Corpo de Bombeiros. Por causa das características do terreno, os corpos foram içados e transportados por uma tirolesa até um ponto de acesso mais fácil, antes de serem encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML).
A Polícia Civil realizou a perícia no local da queda, enquanto o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga as causas do acidente. Ainda não há informações sobre o que provocou a queda.
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