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Veja como são os protocolos para enfrentar fenômenos extremos da natureza em outros países

Especialistas apontam que medidas são cada vez mais importantes e devem ser encaradas com naturalidade pela população, sobretudo em um cenário de mudanças climática

Agência O Globo - 08/08/2026

A previsão de que uma ventania atingiria o estado do Rio nesta sexta-feira mobilizou órgãos estaduais e municipais. Aulas foram canceladas, trabalhadores foram liberados mais cedo e ponto facultativo foi decretado para servidores públicos. Além disso, alertas foram enviados para celulares com orientações para que a população evitasse situações de risco. Especialistas apontam que essas medidas são cada vez mais importantes e devem ser encaradas com naturalidade pela população, sobretudo em um cenário de mudanças climáticas, em que eventos extremos tendem a se tornar mais frequentes. Em outros países, diferentes protocolos também são adotados. Saiba como funcionam alguns deles.

Rio sob alerta:

Ventania no Rio:

Colômbia

No primeiro trimestre, o país registrou mais de 70 ocorrências de ventania. Por lá, os protocolos da Unidade Nacional para Gestão do Risco de Desastres sugerem manutenção de edificações. Em situações de crise, a população deve se manter protegida em imóveis firmes e evitar passar perto de árvores.

Guatemala

O país tem alertas antecipados e grande mobilização voluntária. Há regras para evacuação de áreas próximas a vulcões, protocolos de ação para enchentes e tempestades. Uma curiosidade é a previsão de um kit com suprimentos básicos, água e documentos para situações de isolamento.

Japão

Palco de diversos desastres naturais, o país virou referência internacional em prevenção de riscos. Há treinamentos de evacuação coordenada em escolas e bairros, educação contínua desde a infância, alertas móveis instantâneos e orientação sobre como agir em locais abertos e fechados.

Canadá

O sistema local foca em abordagens múltiplas de riscos, com planejamento preventivo, alertas públicos em tempo real e diretrizes de sobrevivência para a população. Duas delas são o plano família, para parentes não se perderem uns dos outros, e instruções para montar kits de sobrevivência.

Peru

Com cerca de um terço da população exposto a desastres, o país tem diferentes protocolos, dos econômicos aos de sobrevivência, como rotas de fuga e pontos de encontro elevados, planos familiares para as pessoas se manterem juntas e instrução para montar kits de sobrevivência.

Estados Unidos

Alvo de tornados e nevascas, o país desenvolveu diversos sistemas de prevenção e resposta. Um deles orienta a população a criar planos de comunicação familiar, montar kits de suprimentos para 72 horas e manter documentos digitais salvos. Outro prevê simulação de ações comunitárias regulares.