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Quem é Nick Frazão: presa por roubo e agressão, influenciadora já foi ligada a gangue e tem histórico de violência
Com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, ela ostentava viagens de luxo e apresentava um podcast enquanto respondia a sucessivas investigações.
A prisão da influenciada Nick Frazão nesta segunda-feira reacende um histórico de passagens pela polícia que remonta a 2011. Nos últimos quinze anos, ela já foi presa ou investigada por furto, integração a uma quadrilha, rufianismo, que consiste em tirar proveitos da prostituição de outra pessoa, e roubo com uso de arma branca. Um retrato que destoa a imagem que cultivava para mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, onde ostentava viagens a destinos como Maldivas e Paris e comandava um podcast.
Contexto:
Tolerância Zero:
Uma extensa lista de antecedentes.
Os registros mais antigos contra Nicolly, então identificados pelo nome de Marlon Evangelista do Carmo, antes da transição, remontam a 2011, quando foi preso em flagrante por furtar um turista em Copacabana. Dois anos depois, ela foi apontada na investigação da 5ª DP (Mem de Sá) como uma das integrantes de uma quadrilha que atuava nos arredores dos Arcos da Lapa, agredindo e roubando vítimas com estiletes.
Uma reportagem do EXTRA, à época, relatada o caso de um estudante de 21 anos abordado pelo grupo ao passar pela Avenida Mem de Sá, na região da Lapa, no Centro do Rio: ele levou 100 pontos no rosto, pescoço, barriga e virilha depois de tentar recuperar o celular roubado.
— Eu perguntei que elas estavam só me batendo, não senti os cortes — lembrou o rapaz, naquela ocasião.
Nick, então chamado de Nicolly Frazão, e outro membro do grupo foram foragidas, e a delegacia responsável já apontou um padrão de atuação da quadrilha, concentrado nas madrugadas de quinta a sábado.
No ano seguinte, em 2014, ela passou a ser investigada por rufianismo e favorecimento à prostituição, sendo presa em Guarulhos (SP) a partir de um mandado expedido no Rio, segundo apurou o G1.
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O processo que resultaria em suas previsões definitivas teve início em 2019, após um roubo, também na Avenida Mem de Sá, deixando uma vítima hospitalizada com ferimentos provocados por um estilete no rosto. Anos depois, Nicolly foi condenada a 8 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime fechado, conforme mandado de prisão expedido pela 29ª Vara Criminal da Capital.
Ainda de acordo com o G1, em 2023 uma vítima relatada à polícia foi perseguida e ameaçada por Nicolly em Campo Grande, na Zona Oeste, e afirmou que ela era conhecida como “dona da prostituição de travestis” na região. Segundo o relato, a vítima teria sido atingida com spray de pimenta e proibida de frequentar o calçadão do bairro. Já em 2024, ela chegou a ser presa pela Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) em um processo de roubo que foi arquivado um ano depois.
Ostentação e podcast
Nas redes sociais, Nicolly construiu uma imagem de luxo que em nada tinha a ver com o histórico de investigações. O perfil, marcado como "figura pública", reúne 103 mil seguidores e 39 publicações, e traz na bio destaques de viagens a Brasil, Dubai, França, Reino Unido e Ilhas Maldivas, além de um informe curioso: a conta já havia sido derrubada três vezes.
Ela também apresenta o PodTmais+, que soma 23,9 mil seguidores e se define, na bio, como espaço para "conversas que inspiram, provocam e divertem", com um quadro com uma conotação mais picante, batizado de "Cospe ou Engole".
As publicações inseridas em seu perfil mostram Nicolly em cenários de luxo nas Maldivas, com biquínis e acessórios de grife, e em uma foto na Torre Eiffel, em Paris. Outros posts recentes registram uma comemoração pela marca de 100 mil seguidores e um encontro com um grupo de amigas. Ensaios fotográficos, maquiagem elaborada, roupas de festa, joias e presença frequente em camarotes fazem parte do conteúdo publicado.
Sobre a prisão
Policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma), cumpriram nesta segunda-feira um mandado de prisão temporária contra Nicolly. A ação seguiu o relato de uma vítima que teria contratado um programa sexual na região da Rua Ceará e desistiu do encontro ao encontrar uma situação diferente da combinada. Segundo o relato, o homem foi levado a um Hyundai Creta azul, agredido, teve um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 14 mil roubado e foi empurrado para fora do carro. A acompanhou Nicolly por fotografia e vítimas do perfil nas redes sociais.
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No imóvel em Paciência, os policiais apreenderam o veículo — que teriam as mesmas características descritas em dois inquéritos já conduzidos pela 17ª DP — além de um substrato de base com estampa da Barbie, um substituto retrátil, spray de pimenta e uma faca. O investigador identificou ainda semelhanças entre o caso e outro inquérito em andamento sobre roubos na região da Quinta da Boa Vista.
A prisão foi decretada em caráter temporário, pelo prazo de cinco dias, por determinação do plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, com base em suspeitas de roubo. Um instrumento usado para viabilizar a investigação, diferentemente das reportagens de roubo de 2019 que já havia motivado sua prisão em 2024.
O GLOBO tenta contato com a defesa da influenciada.
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