RJ em Foco
Novos sensores de ventania serão comprados para o Rio, afirma prefeitura
Eduardo Cavaliere anunciou, nesta sexta-feira, a aquisição de sensores de vento para as estações meteorológicas.
Após o vendaval e em meio à discussão sobre a necessidade de o Rio aprimorar seus protocolos de previsão de fenômenos climáticos extremos e de alertas, o prefeito da cidade, Eduardo Cavaliere, anunciou, na tarde desta sexta-feira, que o município irá comprar mais sensores de vento para as estações meteorológicas. A cidade dispõe de 11 delas: três são administradas pela prefeitura; três pelo Instituto Nacional de Meteorologia; e cinco pela Aeronáutica.
Alerta tardio:
Entre o trauma e o alívio:
— O orçamento já está autorizado para comprarmos os novos sensores — disse Cavaliere, sem detalhar quantos equipamentos serão adquiridos e quanto vão custar. — É hora de, realmente, olharmos para frente, aprimorando esses controles. Vamos investir mais nas estações, para que elas sejam mais sensíveis ao vento e consigam emitir alertas no menor espaço de tempo, para que tenhamos mais condições de tomar decisões e informar a população.
Quase 40 horas após o vendaval, 124 mil imóveis seguem sem luz no Rio.
Após os vendavais da última quarta-feira, os sistemas municipais de detecção receberam críticas. A ineficiência na previsão da ventania de mais de 100km/h e a demora a emitir alertas para a população foram as principais delas. Muita gente foi pega de surpresa e avisada apenas quando o vendaval já causava estragos.
— Estamos permanentemente aprimorando os protocolos no Centro de Operações, que é uma referência nacional. Enfrentar extremos climáticos de chuvas é algo que o centro de operações tem uma expertise ao longo dos últimos 15 anos. Isso vale para inundações e deslizamentos. No caso de ventos extremos, vamos aprimorar os protocolos — destacou o prefeito.
O anúncio foi feito após o GLOBO questionar o prefeito durante uma agenda do chefe do executivo nesta sexta-feira. Ele participa da inauguração das obras do Centro Cultural Rio-Áfricas, próximo do Cais do Valongo, na Pequena África. O espaço, que será erguido no terreno que abrigava a tradicional maternidade Pró-Matre, na Avenida Venezuela, terá como proposta a valorização da ancestralidade afro-diaspórica. A programação incluirá exposições, formação artística e atividades educativas.
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