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Dívida da SuperVia com fornecedores: Alerj pede informações sobre débito estimado em R$15 milhões

Valores em aberto podem causar risco ao fornecimento de serviços considerados essenciais para o funcionamento do sistema de trens

Agência O Globo - 29/07/2026
Dívida da SuperVia com fornecedores: Alerj pede informações sobre débito estimado em R$15 milhões
Alerj - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins (Progressistas), encaminhou, nesta terça-feira, um pedido de informações à permissionária Trem-RJ . A solicitação foi feita por conta do risco de interrupção da prestação de serviços por alguns fornecedores essenciais para o funcionamento dos trens no Rio, devido aos débitos contraídos pela ex-concessionária SuperVia , no valor estimado de R$ 15 milhões .

Risco de crise nos trilhos:

No documento, o parlamentar solicita uma série de esclarecimentos, entre eles, as responsabilidades que cabem à operadora e ao governo estadual, além do planejamento para a quitação dos débitos.

O deputado também fez questionamentos sobre as despesas com a manutenção preventiva e corretiva da frota, das estações e dos equipamentos. Além disso, solicitamos a relação das 14 estações consideradas áreas de risco pela empresa e quais ações serão aprovadas para coibir assaltos. A segurança nas estações e plataformas é responsabilidade do governo estadual.

Segundo contrato homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial, firmado entre o governo estadual e o consórcio Nova Via Mobilidade (que utiliza a marca Trens-RJ), a permissionária não é responsável pelo passivo da SuperVia. As dívidas, estimadas em R$ 15 milhões, foram contraídas em maio de 2026, mês em que a entrega operou o sistema até o dia 29. O Trem-RJ, por sua vez, passou a operar o serviço a partir do dia 30 do mesmo mês.

Dionísio pede ainda que sejam enviados os planos de contingência e de gerenciamento de crise que devem ser implementados pela empresa em situações de emergência. O objetivo é evitar que os usuários sejam prejudicados por problemas técnicos ou estruturais e evitar que falhas antigas voltem a ocorrer.

Outro ponto levantado pelo parlamentar é a violência nas 104 estações da malha ferroviária de 270 milhas administradas pela agência. Segundo dados do próprio Trem-RJ, cerca de 14 estações estão sob influência do crime organizado, já que a linha férrea corta 179 comunidades controladas por esses grupos. A malha ferroviária conta apenas com a patrulha de PMs do Grupamento de Policiamento Ferroviário.

— Não podemos permitir que os mesmos problemas enfrentados anteriormente pelos usuários voltem a acontecer, como assaltos nas plataformas, atrasos diários das cargas e o transporte de passageiros em condições precárias, como gado, em vagões sujos e sem iluminação, principalmente nos ramais que atendem à Baixada Fluminense. Tenho certeza de que o atual governo está atento à situação e irá intervir sempre que necessário — afirmou.