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PMs ligados a Rogério Andrade são alvos de operação por violarem prisão domiciliar

Agentes foram denunciados sob a acusação de integrarem o núcleo de segurança pessoal do bicheiro

Agência O Globo - 28/07/2026
PMs ligados a Rogério Andrade são alvos de operação por violarem prisão domiciliar
PMs ligados a Rogério Andrade são alvos de operação por violarem prisão domiciliar - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Três policiais militares denunciados no âmbito da operação foram alvos de uma ação nesta terça-feira por violarem a prisão domiciliar. Os agentes, Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes, estavam vinculados ao núcleo de segurança pessoal do bicheiro Rogério Andrade, que está preso desde outubro de 2024. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os agentes "descumpriram reiteradamente as medidas cautelares impostas pela Justiça".

Crueldade:

Em Cordovil:

Segundo o Gaeco, apesar de serem beneficiados com a possibilidade de cumprirem a prisão cautelar em suas residências, os réus "demonstraram evidente desprezo" pelas determinações da Justiça. Entre as regras da prisão domiciliar descumpridas está o recolhimento noturno e aos finais de semana.

No caso de Dias Chaves, foi constatado o descarregamento da tornozeleira eletrônica em, pelo menos, nove dias. Em uma dessas ocasiões, o aparelho permaneceu desligado por mais de três dias, o que inviabiliza a fiscalização do cumprimento da medida cautelar. De acordo com o Gaeco, as condutas dos três policiais colocaram em risco a ordem pública.

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A operação desta terça teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar.

Petrorianos:

A primeira fase da Operação Petrorianos foi deflagrada em março de 2024 para o cumprimento de 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam 18 policiais militares da ativa e um policial penal que integravam o grupo chefiado por Rogério Andrade. Nesta operação, o Gaeco denunciou à Justiça 31 pessoas pelo crime de organização criminosa.

'Eu só enrolei e coloquei ele na sacola':

A ação recebeu o nome Pretorianos em alusão à Guarda Pretoriana, uma unidade de defesa pessoal dos imperadores romanos na antiguidade.