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Ordenamento da orla da Zona Sul do Rio: para onde valem novas regras da prefeitura?

Programa Tolerância Zero, anunciado nesta semana, será implementado no próximo dia 16

Agência O Globo - 09/07/2026

O Programa Tolerância Zero , anunciado pela prefeitura nesta semana, estabelece regras contra a exploração irregular do espaço público nas praias entre o Leme e o Leblon, passando por Copacabana, Arpoador e Ipanema. A partir do próximo dia 16, haverá controle de acesso à orla e apreensão de mercadorias sem comprovação de origem, por exemplo. Para além da faixa de areia, a medida se estende para outros espaços da orla.

Orla sitiada:

Calçadão de Copacabana,

A medida é válida também para os calçadões, ciclovias, praças, canteiros, além de todas as áreas públicas específicas entre os prédios e a faixa do mar nesse trecho de 8,5 quilômetros entre o Leme e o Leblon.

Na prática, a prefeitura propõe remover estruturas irregulares, assim como desocupar áreas públicas e preservar a livre circulação, conforme texto do decreto que instituiu o programa. A publicação no Diário Oficial ocorreu após uma série de reportagens do GLOBO , que, desde o último domingo, mostrou que a rotina nas praias tem sido de caixas de som nas alturas da madrugada, ocupação irregular do calçadão e comércio ilegal.

Audiência na próxima segunda-feira:

Há ainda o fim do “pacto de não agressão” entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV) no calçadão e na faixa de areia do Leme e Copacabana. O cartão-postal virou palco de brigas, perseguições, revistas em celulares e até homens armados. No jogo, o lucro com a venda de drogas e a exploração do comércio ambulante, conforme também exibido pela GLOBO .

Haverá 69 pontos de fiscalização nos acessos à orla, onde 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) atuarão em turnos de 12 horas. Outro foco da operação serão depósitos de mercadorias clandestinas: a prefeitura já mapeou pelo menos 22 nessa área.

Como alternativa, dois imóveis em Copacabana e Ipanema foram desapropriados pelo município, para serem transformados em depósitos públicos.

não é Unha e Carne:

Faturamento de R$ 100 milhões

O poder público já acordou que há cobrança de facções criminosas pelos pontos de venda usados ​​no calçadão. Marcus Belchior , titular da Seop, informou nesta semana que o valor extorquido de ambulantes chega a R$ 300 por dia.

Essa "logística criminosa", que envolve também a locação de depósitos para os ambulantes e equipamentos, movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano, ainda segundo o secretário de Ordem Pública.