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PMs são presos em operação do MPRJ por suspeita de venda de arma apreendida

Segundo o Ministério Público, armamento recolhido em ação policial em Belford Roxo foi vendido por R$ 6 mil

Agência O Globo - 30/06/2026
PMs são presos em operação do MPRJ por suspeita de venda de arma apreendida
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ) prendeu, na manhã desta terça-feira, um cabo e dois sargentos da Polícia Militar por crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo.

De acordo com o MPRJ, os agentes se apropriaram de uma arma apreendida durante uma operação policial, venderam o armamento e dividiram o valor obtido na negociação. A investigação avançou após a análise do celular de um dos denunciados e da quebra do sigilo bancário dos investigados.

No aparelho, o investigador encontrou mensagens, fotografias e áudios que, segundo o Ministério Público, comprovariam a comercialização da arma.

Conforme denúncia, o armamento foi percebido em 24 de julho de 2021, durante uma operação na comunidade da Caixa D'Água, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A arma teria sido vendida por R$ 6 mil .

Ainda segundo o MPRJ, os policiais deveriam se validar a condição de agentes públicos, utilizando as “facilidades operacionais e a confiança institucional inerentes ao exercício da função pública” para cometer os crimes.

A ação desta terça-feira é mais uma fase da Operação Patrinus , que, em 2025, foi descoberta na prisão de dez policiais militares acusados ​​de extorquir comerciantes em Belford Roxo. Na ocasião, o Gaesp afirmou que o esquema representava uma subversão da lógica da segurança pública, ao envolver policiais que deveriam proteger a população, mas planejaram pagamentos para prestar o serviço de segurança usando viaturas, fardas e armamentos da corporação.

Os mandados de prisão foram cumpridos em Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.