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Defesa de Jairinho alega que ex-namoradas foram 'aliciadas' por Leniel Borel e promete contestar laudos

Júri chega ao quinto dia e deve ser retomado na manhã desta sexta-feira

Agência O Globo - 29/05/2026
Defesa de Jairinho alega que ex-namoradas foram 'aliciadas' por Leniel Borel e promete contestar laudos
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior - Foto: Reprodução

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e da professora Monique Medeiros chega ao quinto dia nesta sexta-feira, no II Tribunal do Júri, no Centro do Rio de Janeiro. A sessão desta quinta-feira foi marcada por relatos de supostas agressões atribuídas ao ex-parlamentar, contradições em depoimentos e momentos de tensão no plenário.

Para esta sexta-feira, estão previstos os depoimentos do médico-legista Luiz Airton Saavedra, responsável pela análise dos laudos cadavéricos do menino Henry Borel, e do perito da Polícia Civil, Luiz Carlos Leal Prestes.

Acusações e defesa:

Jairinho e Monique responderam por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação de testemunha e fraude processual. Na chegada ao tribunal, o advogado de defesa, Fabiano Tadeu Lopes, voltou a rebater as testemunhas ouvidas pela acusação e afirmou que pretendia sustentar que ex-companheiras de Jairinho foram “aliciadas” por Leniel Borel, pai de Henry.

— Ontem (quinta-feira) quem depôs foram as ex do Jairinho, que foram aliciadas pelo Leniel, e nós vamos provar isso. O Cellebrite, um equipamento (usado para perícia digital) do Estado, já provou que foram aliciados por Leniel. Leniel foi atrás, Leniel que especificações, Leniel que levou, inclusive dentro do escritório de advocacia do advogado dele, para que elas pudessem ir na delegacia — afirmou o advogado.

Contestação dos laudos:

O defensor também declarou que a equipe irá questionar os laudos produzidos durante a investigação e apontou possíveis irregularidades no andamento do caso.

— Vamos demonstrar categoricamente através da Cellebrite. Esse software mostrou que os laudos foram transformados, modificados a partir do quinto laudo. Tudo aconteceu dentro de um sistema de, posso dizer, corrupção. Foi no mínimo imoral — completou Fabiano Tadeu Lopes.