RJ em Foco
Polícia Federal aponta uso da causa animal por deputado em esquema de fraudes
Marcelo Queiroz é investigado por supostamente favorecer empresa quando era secretário de Agricultura do Rio
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reuniu de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) envolveu seu envolvimento com a causa animal para se beneficiar de um suposto esquema de fraude em licitações , conforme apurou o portal g1. O parlamentar foi alvo da Operação Castração, deflagrada nesta terça-feira (12) no Rio de Janeiro, sob suspeita de participação em fraudes na contratação, pelo governo estadual, de uma empresa responsável por serviços de castração de animais.
As investigações indicam que as irregularidades ocorridas inicialmente durante a gestão de Queiroz à frente da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio (Seapa), com contratos sob suspeitas que somam quase R$ 200 milhões. “É importante frisar, desde já, que ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, de contratos fraudados, votos gerando e prestígio”, destacou a Polícia Federal.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema envolve servidores públicos, empresários e operadores financeiros, tendo como foco contratos realizados pela Subsecretaria de Proteção e Bem-Estar Animal (RJ Pet) com a empresa Consuvet. Entre 2021 e 2023, a RJ Pet firmou 19 contratos com a Consuvet, totalizando R$ 193,6 milhões. As autoridades identificaram padrões de favorecimento, fraudes em licitações e pedidos de desvio de recursos públicos.
Contratos sob
Segundo declarações à Justiça Eleitoral, o patrimônio de Queiroz aumentou 665% entre 2021 e 2023. A Polícia Federal reforçou que as supostas irregularidades reportadas no período em que ele comandou a Seapa. Conforme a corporação, “ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, de contratos fraudados, gerando votos e reputação”.
A Consuvet apresentou contratos de contratação de clínicas veterinárias em Três Rios e Paraíba do Sul para comprovar estrutura operacional na Região Centro-Sul Fluminense. No entanto, segundo a Polícia Civil, os documentos eram datados de maio de 2020, mais de um ano antes da constituição formal da empresa, o que levanta suspeitas de fraude para atender às exigências dos editais.
Manifestação do
Em nota, Marcelo Queiroz afirmou que “a tentativa de vincular sua imagem a problemas do governo do estado se originou com denúncias infundadas no período eleitoral de sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex-governador”. Ele declarou ter respeito às instituições e ao processo legal, e destacou estar à disposição para prestar esclarecimentos. O jornal EXTRA não conseguiu contato com os demais citados e com a Consuvet.
O governo do estado, em nota, informou que os contratos alvo da operação foram originalmente firmados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e foram extintos em 2024, após a Secretaria de Saúde (SES) assumir o RJ Pet. Após auditorias, os serviços prestados pela Consuvet foram suspensos. A defesa da empresa não foi localizada para comentar a investigação.
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