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De sala de reuniões a nome de operação policial, saiba onde fica a Furna da Onça no Palácio Tiradentes

Espaço era usado para reuniões antes que plenário se mudasse do Palácio Tiradentes para o edifício Lúcio Costa, no Castelo

Agência O Globo - 10/05/2026
De sala de reuniões a nome de operação policial, saiba onde fica a Furna da Onça no Palácio Tiradentes
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um dos episódios mais marcantes da história do Palácio Tiradentes , que comemora cem anos neste mês, envolve, em 2018, uma operação policial que entrelaçou as crônicas políticas e policiais do Rio de Janeiro. Na ocasião, dez deputados estaduais cumpriram mandatos de prisão expedidos durante a Operação Furna da Onça, que investigavam um suposto esquema de propinas monetárias, variando entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, além da oferta de cargas para parlamentares que votavam sistematicamente a favor dos interesses do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani. O esquema incluía o boicote à CPI dos Ônibus, criado para apurar irregularidades nas concessões do setor.

Dos dez parlamentares investigados, três já ficaram presos há quase um ano, em decorrência da operação Cadeia Velha, também por suspeitas de corrupção: o próprio Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Mello.

O nome da operação faz referência a uma sala anexa ao antigo plenário da Alerj, conhecida informalmente como Furna da Onça. O termo remete ao fato de que, nesse espaço reservado, os políticos foram decididos sobre como deveriam votar em projetos decisivos, especialmente quando não se chegava a um consenso nas reuniões dos colégios de líderes ou nas negociações em plenário. Como diz o ditado popular, era “na hora da onça beber água”.

Assim como em outras áreas do Palácio Tiradentes, a mobília da Furna da Onça remonta aos primeiros anos do século passado. O ambiente conta com móveis de madeira, fechadura dourada e poltronas de couro, preservando o estilo da época.