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PF investiga esquema que usava exportação de café para enviar cocaína ao exterior pelo Porto do Rio

Operação Off-Grade Coffee cumpre mandados de prisão e busca em quatro estados

Agência O Globo - 07/05/2026
PF investiga esquema que usava exportação de café para enviar cocaína ao exterior pelo Porto do Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Off-Grade Coffee (café fora de padrão, em tradução livre), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas a partir do Porto do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo escondia cocaína em contêineres carregados com sacas de café. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, contra investigados considerados centrais na quadrilha.

De acordo com a Polícia Federal, outros alvos também foram submetidos a medidas cautelares, como decisão de contato entre os envolvidos, restrição de deslocamento e monitoramento eletrônico.

A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 1,2 tonelada de cocaína escondida num contentor de café, com destino à Alemanha, em junho de 2025.

As apurações indicam que o grupo estruturou um esquema sofisticado para viabilizar o envio de drogas ao exterior, simulando operações comerciais lícitas de exportação de café. A quadrilha utilizava empresas de fachada, laranjas e transações financeiras complexas para ocultar a origem ilícita do dinheiro e inserir a droga nas cargas exportadas.

Segundo os elementos reunidos pela PF, a organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os membros. Um dos investigados seria o chefe do grupo, responsável por coordenar negociações internacionais, entrega financeira e logística do envio da droga. Outros membros atuavam na intermediação comercial, completa de empresas e controle de carregamento de contêineres.

As investigações também apontaram o uso de recursos financeiros provenientes de atividades ilícitas, com acusações de lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias para dificultar o rastreamento dos valores empregados na operação.

Os investigados poderão responder por crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, além de outros crimes que possam ser identificados no decorrer das investigações.

A operação é um desdobramento da Missão Redentor II, realizada no âmbito da ADPF 635, e tem como objetivo a prisão de chefias do crime organizado, além de enfraquecer financeiramente essas organizações por meio do bloqueio de rotas usadas para o escoamento de drogas.