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Ferro-velho clandestino em motel desativado é fechado pelo Detran-RJ no Sul Fluminense

No local, foi encontrada a carcaça de um carro roubado em Duque de Caxias, na Baixada

Agência O Globo - 06/05/2026
Ferro-velho clandestino em motel desativado é fechado pelo Detran-RJ no Sul Fluminense
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um ferro-velho clandestino, instalado em um motel desativado às margens da Rodovia Lúcio Meira (BR-393), em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, foi fechado nesta quarta-feira por agentes da força-tarefa estadual coordenada pelo Detran-RJ. A operação fiscaliza a venda irregular de peças e carcaças de automóveis. No local, as equipes encontraram mais de 300 carcaças de veículos, incluindo a de um carro roubado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O proprietário do estabelecimento foi encaminhado à 88ª DP (Barra do Piraí).

De acordo com o Detran-RJ, o estabelecimento já havia sido interditado pela equipe da Operação Desmonte em fevereiro de 2025, quando todo o material à venda foi recolhido. No entanto, denúncias anônimas indicaram que o proprietário havia retomado clandestinamente a comercialização de peças.

As peças automotivas estavam armazenadas em boxes que ocupavam antigos quartos e garagens do motel desativado. Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) identificaram risco ambiental devido ao derramamento de poluentes no solo. Todo o material apreendido será destinado a empresas de reciclagem.

Considerado um dos maiores ferro-velhos do estado, o local tinha sua atividade clandestina disfarçada pela localização em uma colina e pelos muros do antigo motel, dificultando a fiscalização. A estimativa é de que mais de cem toneladas de sucata sejam retiradas do terreno.

A força-tarefa é composta pelo Detran-RJ, polícias Civil e Militar, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Secretaria Estadual de Fazenda e Corpo de Bombeiros. Desde o início das operações, 167 estabelecimentos foram interditados em 82 ações de fiscalização.

O Detran-RJ reforça que, para comercializar peças automotivas e sucatas, é obrigatório que o proprietário esteja cadastrado e credenciado junto ao órgão. Todo material vendido deve portar etiquetas com códigos que garantam a rastreabilidade das peças, conforme determina a legislação. Denúncias podem ser encaminhadas à ouvidoria especial da Diretoria de Desmontagem pelo e-mail [email protected].

O presidente do Detran-RJ, Rodrigo Coelho, ressaltou a importância do cumprimento das normas legais pelo setor:

— É fundamental que todo estabelecimento do setor atue dentro da legalidade, com credenciamento e rastreabilidade das peças. A irregularidade não será admitida, e as ações de fiscalização continuarão sendo ampliadas em todo o estado.