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MIS Copacabana abre as portas com exposição sobre bastidores da construção

Exposição 'Arquitetura em Cena' inaugura o novo museu na orla; ingressos gratuitos devem ser reservados on-line

Agência O Globo - 05/05/2026
MIS Copacabana abre as portas com exposição sobre bastidores da construção
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Após adiamentos, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de Copacabana, novo espaço cultural erguido na Avenida Atlântica, finalmente abre ao público nesta semana. A inauguração acontece com a mostra temporária “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”, que revela bastidores, processos e etapas da construção do edifício, assinado pelo escritório Diller Scofidio + Renfro — responsável também pelo High Line, famoso parque suspenso de Manhattan.

As reservas para visitação estarão disponíveis a partir do meio-dia desta quarta-feira, exclusivamente pelo site Sympla. Na semana de estreia, haverá três sessões: sexta-feira às 14h, sábado às 10h e às 14h. A partir da próxima semana, as reservas poderão ser feitas a partir de terça-feira para visitas aos sábados e domingos, já que, nesta semana, o domingo será reservado para a comemoração do Dia das Mães.

Idealizado pelo Governo do Estado em parceria com a Fundação Roberto Marinho e diversas secretarias, o projeto do MIS Copacabana adota o conceito de “boulevard vertical”, propondo um percurso imersivo pela cultura brasileira, com experiências audiovisuais e interativas.

Para a secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, a abertura representa um marco simbólico para o setor cultural do Rio de Janeiro. A expectativa é que o museu se torne um polo dinâmico, conectando memória, inovação e produção cultural contemporânea.

Quando estiver totalmente finalizado, o MIS contará com salas para exposições de curta e longa duração, áreas de pesquisa, espaços educativos, cine-teatro, auditório para 280 pessoas, além de loja, cafeteria, restaurante panorâmico, boate e mirante. A proposta é que o museu funcione como uma “fábrica de memória”, registrando manifestações culturais atuais do Rio, como o funk, o samba contemporâneo e a cultura digital.

Segundo o governo estadual, o custo total do novo MIS, em valores atualizados, é de R$ 345 milhões — sendo R$ 126 milhões investidos após 2021. Do total, 53% correspondem a recursos do estado, 10% ao Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo no Rio e 37% à iniciativa privada, por meio de leis de incentivo.