RJ em Foco
Vasco oferece apoio psicológico a menino de 7 anos após perda do pai em tentativa de assalto
Arthur, atleta da base cruz-maltina, pediu para jogar dias após a morte de Marcos Vinícius; neste domingo, ele entrará em campo no Maracanã antes do clássico com o Flamengo
Superação pelo esporte
Dias após perder o pai, o comerciante Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, durante uma tentativa de assalto, Arthur, de apenas 7 anos, encontrou no futebol um caminho para seguir em frente. Atleta das categorias de base do Vasco, o menino retornou aos gramados neste fim de semana, emocionando familiares, amigos e profissionais do clube.
Tragédia em São Cristóvão
Na última semana, Marcos Vinícius foi assassinado durante uma tentativa de assalto na Rua Dulce Rosalina, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. Ele dirigiu seu carro quando foi abordado por dois criminosos em uma motocicleta. Um dos suspeitos foi movido da janela do motorista, apontou uma arma e colocou o braço para dentro do veículo. Marcos Vinícius foi baleado e morreu no local. Arthur, que estava no banco de trás, presencia toda a ação, registrada por câmeras de vigilância da rua.
O sepultamento ocorreu na última quinta-feira, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária.
Futebol como forma de resiliência
Mesmo diante da tragédia, Arthur fez questão de manter o compromisso reforçado dias antes: jogar pelo sub-8 do Vasco no Campeonato Carioca Dente de Leite. Em entrevista ao EXTRA, Camila Ferreira, viúva de Marcos Vinícius e mãe do menino, contou que a comissão técnica chegou a cogitar poupá-lo da partida.
— O professor disse que pensou em não relacionar o Arthur pelo ocorrido, mas preferiu perguntar primeiro se ele estaria confortável para jogar. Perguntei ao Arthur e ele respondeu: “Sim, mamãe, eu quero jogar bola”. Passei isso à comissão técnica e ele foi para o jogo, se destacou e foi um exemplo — relatado Camila.
Nas redes sociais, Camila apresentou um vídeo do retorno do filho aos campos e expressou admiração pela postura do garoto em meio ao luto.
"Hoje quem me ensinou o que é força foi o Arthur. Ele virou para mim e disse: 'Eu quero ir jogar'", escreveu.
Segundo Camila, a decisão de permitir a participação do menino foi tomada em conjunto com profissionais do clube, considerando o momento delicado e vívido pela família.
— Conversamos com os profissionais do Vasco, avaliamos juntos se fazíamos sentido e concluímos que seria positivo. Ele aprendeu a amar futebol com o pai. Quando não estavam falando de futebol, estavam jogando, assistindo ou indo para os treinos e jogos — afirmou.
Camila destacou ainda que o Vasco tem mantido contato diário com a família e oferecido suporte, inclusive com profissionais de saúde mental.
Presença marcante no Maracanã
Neste domingo, Arthur viverá mais um momento especial. Ao lado da mãe e dos familiares, ele estará no Maracanã para assistir ao clássico entre Vasco e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, e entrará em campo com os jogadores do clube do coração antes da partida.
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