RJ em Foco
Saiba quem é Gustavo de Andrade, citado com o pai Rogério de Andrade em investigação do MPRJ sobre bingo ilegal
Filho de contraventor teria assumido o comando da Mocidade Independente de Padre Miguel
Gustavo de Andrade, filho do contraventor Rogério de Andrade, foi citado em denúncia apresentada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio (Gaeco/MPRJ) contra outras seis pessoas por crime de organização criminosa. Atualmente, Gustavo é considerado o principal dirigente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, tendo assumido o posto após a prisão do pai, que está detido em uma penitenciária federal desde 2024.
Comando na Mocidade:
A decisão de transferir o comando da escola, que desfilará nesta segunda-feira pelo Grupo Especial, teria partido do próprio Rogério de Andrade. Gustavo já visitou a agremiação, onde é chamado por alguns integrantes de "príncipe regente". Durante a Operação Calígula, em 2022, que investigou uma rede de jogos de azar, interceptações telefônicas revelaram que Gustavo era identificado pelo codinome "príncipe regente". Atualmente, ele cursa residência médica, conforme informou sua defesa em janeiro, e estaria focado nos estudos.
Processo e histórico:
Gustavo responde a processo por organização criminosa no âmbito da Operação Calígula, que apura a exploração de jogos de azar envolvendo ele e o pai. Ele chegou a ser preso em maio de 2022, mas conseguiu, ainda naquele ano, converter a prisão preventiva em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. Atualmente, está em liberdade, sem necessidade do equipamento eletrônico.
Em 2015, Rogério Andrade levou o filho à Marquês de Sapucaí, durante o carnaval, marcando presença como patrono da Mocidade. Pai e filho usavam smoking branco, em um momento que simbolizou a aproximação de Gustavo ao universo do samba. Enquanto o filho demonstrava timidez, Rogério cumprimentava os integrantes da escola com cordialidade.
Nova operação do MPRJ:
Nesta quarta-feira, o Gaeco/MPRJ deflagrou uma operação contra administradores de um bingo clandestino no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio. A investigação revelou movimentação financeira elevada e a existência de um período obrigatório de prejuízo para os apostadores. O bingo seria supostamente ligado a Rogério de Andrade, preso em presídio federal, e a Gustavo de Andrade, atualmente em liberdade. Segundo os promotores, havia um tempo determinado em que os apostadores não tinham chance de ganhar.
Dos seis denunciados, quatro foram presos, entre eles um homem e uma mulher suspeitos de administrar o bingo. Conforme denúncia do MPRJ, alguns clientes chegaram a perder entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Em áudio anexado à investigação, Francesco Novello Neto, suspeito de ser um dos administradores do bingo, orienta um funcionário a assumir a gerência e determina que bônus só sejam liberados após 40 minutos de apostas perdidas.
Além dele, outras três pessoas foram presas. Dois suspeitos foram denunciados, mas não tiveram prisão preventiva decretada. Até o momento, as defesas de Rogério e Gustavo de Andrade não foram localizadas. Importante ressaltar que pai e filho não figuram como denunciados no caso específico do bingo clandestino.
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