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Quem é a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento do Caso Henry Borel

Magistrada conduz um dos julgamentos mais emblemáticos do Rio, iniciado na última segunda-feira e com previsão de seguir até o fim de semana.

Agência O Globo - 29/05/2026
Quem é a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento do Caso Henry Borel
Elizabeth Machado

Elizabeth Machado Louro , juíza responsável pelo julgamento do Caso Henry Borel, ingressou na magistratura em 1996, após atuar por oito anos na Defensoria Pública. Atualmente preside o II Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro. Além da formação em Direito, Elizabeth também se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em setembro de 2024, em entrevista ao jornal O Globo, a magistrada destacou a importância do olhar feminino na condução dos julgamentos, especialmente em casos sensíveis. Ela ressaltou que, pela primeira vez, os quatro tribunais do júri da cidade do Rio são presididos por mulheres:

— Existe esse tabu de que a mulher não tem pulso firme para sustentar um julgamento, mantendo a imparcialidade. E a mulher tem aquele pendor para o cuidado, o que faz com que ela tenha compaixão. Qualquer juiz precisa ter compaixão, seja com a vítima ou com o acusado, principalmente em uma sessão de julgamento de feminicídio — afirmou Elizabeth Louro, destacando o aumento desse tipo de crime.

Julgamento do Caso Henry Borel

Elizabeth Louro está à frente de um dos julgamentos mais complexos do Rio de Janeiro: a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrido em 2021. No banco dos réus estão a mãe da criança, a professora Monique Medeiros, e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. Ambos são julgados por um júri popular.

Durante o julgamento, a juíza chegou a interromper uma das sessões após suspeitar que uma advogada estaria observando as anotações dos jurados, demonstrando rigor e atenção ao devido processo legal.

Atuação em projetos e documentários

Em 2017, Elizabeth participou do documentário “Legítima Defesa”, que retrata a história de três mulheres vítimas de violência extrema e abusos por parte de seus parceiros, culminando na morte dos homens pelas companheiras. O filme destaca o cotidiano de dificuldades nas comunidades periféricas do Rio e a opressão vivida por mulheres e filhos, trazendo um olhar diferenciado sobre a realidade dessas famílias.