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Inea interdita indústria de aves em Barra do Piraí por falta de licenças e maus-tratos
Multas aplicadas podem ultrapassar R$ 2 milhões; técnicos constataram contaminação do solo e outras irregularidades
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) interditou, na última segunda-feira, duas unidades de uma indústria de aves localizadas em Barra do Piraí, no Sul Fluminense. As granjas, pertencentes à Reginaves Indústria e Comércio de Aves (Rica), operavam sem licenciamento ambiental, em desacordo com a legislação vigente, segundo o órgão estadual.
Durante a fiscalização, técnicos do Inea identificaram uma série de irregularidades, incluindo carcaças de aves espalhadas pelo chão junto a animais vivos e recipientes de água em condições inadequadas. As multas aplicadas à empresa podem ultrapassar R$ 2 milhões. Aproximadamente 40 pessoas participaram da operação.
Além da ausência de licença ambiental, a suspensão das atividades foi motivada pela captação irregular de recursos hídricos, emissão de poluentes atmosféricos devido à queima inadequada de resíduos animais, contaminação do solo por resíduos oleosos do gerador, maus-tratos aos animais e proliferação de insetos sem controle de vetores, o que representa risco à saúde pública e à vizinhança.
A ação integra um processo iniciado pelo Inea em 2025, após denúncias da população sobre mau odor persistente e proliferação de moscas, que afetavam diretamente a região do entorno.
Vistorias e notificações
Antes da interdição, a Diretoria de Licenciamento Ambiental do Inea realizou vistorias técnicas, reuniões com representantes da empresa e emitiu notificações com exigências para solucionar os problemas. Também foi proposto um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas, segundo o instituto, as determinações não foram cumpridas dentro do prazo de 90 dias.
“O papel do Inea é garantir que todas as atividades econômicas sejam desenvolvidas de forma regular e sem colocar em risco a saúde da população ou o meio ambiente. A interdição dessas granjas é uma medida necessária diante do descumprimento reiterado das normas e da ausência de providências por parte da empresa. Seguimos trabalhando em prol do estado”, afirmou o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Com a operação, chega a três o número de unidades interditadas da empresa, incluindo uma granja já fechada anteriormente em Rio Claro, no fim do ano passado. Outras unidades seguem sob monitoramento do órgão ambiental.
Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre a interdição.
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