Política

Rogério Marinho confirma candidatura à presidência do Senado

Senador evita se pronunciar sobre 'rodízio' com Tereza Cristina

Naomi Matsui 04/11/2026
Rogério Marinho confirma candidatura à presidência do Senado
Rogerio Marinho (PL-RN). - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou nesta quarta-feira, 4, sua candidatura à presidência do Senado, porém descartou a existência de um acordo com Tereza Cristina (PP-MS), que também deve concorrer pela centro-direita. Segundo ele, ambos colocarão seus nomes à disposição e decidirão futuramente quem seguirá na disputa.

“Tereza tem toda a legitimidade de ser candidata. Ela certamente buscará viabilizar sua candidatura. No momento apropriado, pelo nosso entendimento, vamos convergir, até porque estamos do mesmo lado, defendemos as mesmas bandeiras... Tereza é nossa parceira”, afirmou, após reunião com senadores do PL, em Brasília.

Mais cedo, durante a reunião, Marinho disse acreditar ter, ao menos, 40 votos – para a eleição em 1º turno, é necessário o mínimo de 41.

“Estamos em um partido que conta com um número expressivo de senadores. Temos o apoio de outros partidos, como o Novo, que veio na sua totalidade, bem como representantes do PP e do Republicanos”, destacou.

O senador evitou detalhar a possibilidade de um “rodízio” com Tereza, em que um concorreria em 2027 e outro, em 2029. “Não vou especular sobre isso”, declarou.

Marinho também defendeu a votação de uma anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, mas ressaltou que isso deve “tramitar como qualquer outro projeto”.

Ele voltou a propor o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, caso irregularidades sejam comprovadas. “Não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. Contudo, não seremos omissos, pois ninguém está acima da lei.”

Marinho afirmou que o PL ainda avaliará se apoiará a votação aberta na eleição para a presidência do Senado – atualmente, o voto é secreto.

Segundo ele, a abertura dos votos é “recomendável”. Essa mudança seria uma forma de constranger senadores que foram eleitos na onda bolsonarista, mas que poderiam votar pela reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).

O senador também acredita que a Casa não votará nesta quarta-feira, 4, um projeto sobre redução penal. Ele é autor de uma emenda para diminuir a pena para 16 anos como regra geral e para 14 anos no caso de crimes graves.