Política

Urnas fechadas não podem ser reabertas; impacto na apuração é incerto, diz advogado eleitoral

Fernando Neisser comenta prorrogação da votação determinada pelo STF

Gabriel Gonçalves, especial para a AE 25/10/2026
Urnas fechadas não podem ser reabertas; impacto na apuração é incerto, diz advogado eleitoral
Urnas fechadas não podem ser reabertas; impacto na apuração é incerto, diz advogado eleitoral - Foto: Reprodução

O advogado eleitoral Fernando Neisser afirmou neste domingo, 25, que as urnas eletrônicas já encerradas não poderão ser reabertas para receber novos votos, mesmo após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h em todo o País. Segundo ele, ainda será necessário avaliar se a situação poderá causar algum prejuízo à apuração, que já havia começado em 18 Estados e no Distrito Federal antes de ser interrompida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"É claro que é absolutamente inédita a situação, então muito difícil dizer com absoluta certeza, mas urna fechada não tem como reabrir, ponto", afirmou Neisser.

O advogado explicou que, uma vez acionado o comando de encerramento de uma urna, não é possível reverter o procedimento. Segundo ele, também não seria viável substituir os equipamentos fechados por urnas de contingência para permitir a votação dos eleitores que ainda não haviam comparecido.

"As urnas que ainda estão abertas, seguem abertas, as que estiverem fechadas, fechadas estão", disse.

Neisser ressaltou que as consequências desse cenário ainda são desconhecidas. Para ele, será preciso verificar posteriormente se a impossibilidade de reabrir os equipamentos terá algum efeito sobre a apuração dos votos.

A decisão de Zanin foi anunciada minutos após as 17h, horário originalmente previsto para o encerramento da votação. Até então, o TSE ainda não havia se pronunciado sobre a prorrogação. O tribunal posteriormente informou que a totalização dos resultados foi pausada em razão da determinação do ministro.

A extensão do horário de votação foi determinada após pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou dificuldades no transporte de eleitores em diferentes cidades do País.