Política
Campanha de Lula recorre ao TSE para acusar Meta de descumprir ordem judicial e prejudicar PT
Petistas alegam que a big tech não cumpre decisão sobre igualdade nas campanhas.
A campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com nova manifestação contra a Meta, big tech responsável pelo Facebook, WhatsApp e Instagram. Segundo os petistas, a plataforma digital deixou de cumprir determinação do próprio TSE e está prejudicando a campanha de Lula.
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a decisão do tribunal de obrigar a Meta a garantir igualdade entre as campanhas presidenciais não está sendo cumprida.
"Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia", declarou Valadares.
O PT sustenta que a IA da Meta tem favorecido a geração de imagens com o número 22, do senador Flávio Bolsonaro, até em situações em que não se menciona o nome do candidato do PL.
Valadares também informou que houve uma reunião nesta segunda-feira com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o tema.
Segundo ele, o processo interno de investigação está avançando, mas é fundamental uma atitude por parte da big tech. "Nós esperamos que a Meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético, condizente com a organização brasileira", enfatizou.
No domingo, dia 18, Belizze deu 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento da decisão da Corte em adotar medidas que garantam a isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno das eleições. O não cumprimento integral das medidas acarretará um aumento da multa diária para R$ 1 milhão.
Na sexta-feira, dia 16, a Meta admitiu, em nota, que falhas técnicas no impulsionamento de anúncios impactaram a campanha do presidente Lula. A empresa, no entanto, negou a interferência política no pleito brasileiro e afirmou que os problemas foram rapidamente corrigidos, mencionando que o candidato Flávio Bolsonaro também relatou falhas.
"Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição. As alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político são falsas e infundadas", ressaltou a empresa.
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