Política
Área técnica do TSE vê riscos, mas não encontra fake news no canal 'Exército do Lula'
Relatório alerta sobre riscos à integridade eleitoral.
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira, 12, em relatório que não foi disseminada informação falsa no canal de WhatsApp 'Exército de Lula'. No entanto, o documento alerta para alguns riscos que o grupo representa para o processo eleitoral.
Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno, segundo a equipe técnica. O relatório também menciona que mensagens encaminhadas em setembro foram deletadas, gerando dificuldade para a análise das informações difundidas.
O general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, Comandante do Exército Brasileiro, em cerimônia em homenagem ao dia do Exército, no Quartel-General, em Brasília.
Generais esperam moderação de Flávio em vez da vingança da 'turma de Miami' contra os 'melancias'.
Ainda segundo o documento, há, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito.
O relatório foi solicitado por Nunes Marques nesta segunda-feira e leva a assinatura do chefe do setor técnico, Frederico Alvim. O documento servirá para subsidiar novas decisões do tribunal sobre o caso. No domingo, 11, o presidente atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal. Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a decisão. Há expectativa de que o caso seja julgado em plenário, mas não há previsão de quando isso pode acontecer.
Segundo a campanha de Flávio, havia disseminação de fake news no grupo - como afirmações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família.
A área técnica do tribunal não encontrou esse conteúdo no canal. 'No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações', diz o relatório.
A área técnica ressalta que publicações de setembro que foram apagadas não foram analisadas. O documento diz, ainda, que 'foi localizada publicação de 8 de outubro, à 1h10, na qual o canal afirma que não divulgará 'uma única fake news até o final da campanha'. O canal tem mais de 3 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).
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