Política
Kassio atende Flávio e proíbe distribuição de jornal 'Petróleo dos Brasileiros'
Decisão do TSE gera polêmica sobre liberdade de expressão
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, proibiu na sexta-feira, 9, a distribuição do jornal 'Petróleo dos Brasileiros', produzido pelo Sindipetro Unificado, de São Paulo, e apoiado pela Federação Única dos Petroleiros (Fup), informou a federação que reúne os petroleiros de todo o País.
O pedido foi iniciativa da campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que solicitou tutela de urgência, segundo a Fup. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 10 mil para o sindicato, além de outras medidas judiciais.
Nunes Marques ordenou a interrupção da distribuição dos exemplares impressos, a retirada do arquivo do site e o encerramento da divulgação nos canais digitais, conforme anunciado pela entidade sindical.
"A medida representa um grave ataque à liberdade de expressão e ao direito de informar a população. É dever dos sindicatos fornecer informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o País e para os brasileiros", disse em nota a coordenadora-geral da Fup, Cibele Vieira.
O alvo da decisão do TSE foi a edição especial de setembro do jornal sindical, intitulada "Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?" "A edição cumpre o seu papel de apresentar aos brasileiros o que cada projeto político defende para o futuro da Petrobras. Mas, em vez de discutir publicamente as propostas para uma das empresas mais estratégicas do País, o sindicato agora precisa cumprir determinações judiciais que impedem a circulação desse conteúdo", afirmou Cibele.
O jornal, segundo a Fup, divulgava as medidas adotadas durante a gestão do pai do candidato, Jair Bolsonaro (2019-2022), também do PL, relacionadas a Petrobras e aos trabalhadores. "Fatos já amplamente noticiados na ocasião", destacou a entidade sindical.
Durante a gestão de Bolsonaro na Petrobras, três refinarias foram privatizadas, além da Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, vendida junto com campos maduros do Estado. Também foram vendidas as transportadoras de gás natural TAG e NTS, além da BR Distribuidora, que retirou a estatal do setor de distribuição de combustíveis, entre outros ativos alienados.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
4POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem
-
5ELEIÇÕES 2026
Renan Filho venceu em 71 municípios; JHC conquistou o Governo de Alagoas com 31 cidades