Política

Após guerra de decisões no TSE, Kassio pede análise de canal 'Exército do Lula'

Ministro determina urgência na investigação sobre desinformação no WhatsApp

Estadao Conteudo 12/10/2026
Após guerra de decisões no TSE, Kassio pede análise de canal 'Exército do Lula'
Após guerra de decisões no TSE, Kassio pede análise de canal 'Exército do Lula' - Foto: Ramon Pereira/Ascom-TRF1

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira, 12, que a área técnica da Corte faça uma análise do canal 'Exército do Lula', no WhatsApp, com máxima urgência.

O canal, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação.

Ao apresentar motivos pelos quais o canal deveria ser derrubado, a campanha de Flávio citou oito publicações que repetiam conteúdos já proibidos pelo TSE, com média de 1,1 milhão de visualizações cada.

Entre elas, a informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Para os advogados de Flávio, a estrutura no WhatsApp reproduz uma sistemática de desinformação que foi atacada pelo TSE nas eleições de 2022.

A determinação de Nunes Marques à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação é para que a unidade informe sobre conteúdos falsos já atacados pelo TSE e se identifique eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação.

Na véspera da nova decisão de Nunes Marques, o caso 'Exército do Lula' motivou uma guerra de decisões no TSE, com reclamações das duas campanhas.

Primeiro, Nunes Marques mandou tirar o canal do ar, atendendo a pedido da campanha de Flávio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão do colega, considerando que os elementos apontados pela campanha de Flávio eram insuficientes para justificar a suspensão integral do canal.

No mesmo dia, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento pago de postagens no Instagram e no Facebook com a mensagem 'se Flávio Bolsonaro vencer, você perde'.