Política

TSE tem três votos para anular votos de Garotinho ao governo do RJ

Julgamento ocorre nesta quinta-feira, 8

Estadao Conteudo 08/10/2026
TSE tem três votos para anular votos de Garotinho ao governo do RJ
Anthony Garotinho - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conta com três votos favoráveis à rejeição da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro e à anulação dos votos recebidos por ele no último domingo, dia 4. Votaram nesse sentido o relator, Floriano de Azevedo Marques, a ministra Estela Aranha e o ministro André Mendonça. O julgamento ocorre nesta quinta-feira, 8.

A anulação dos votos pode beneficiar Douglas Ruas (PL). Sem os votos de Garotinho, Ruas sobe para aproximadamente 50,9% dos votos válidos, porcentual suficiente para vencer a disputa pelo governo do Rio no primeiro turno.

No dia 5 de setembro, um dia após o primeiro turno, Garotinho pediu para desistir do recurso que tentava validar sua candidatura. Em seu pedido, afirmou abrir mão do processo de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”. No mesmo dia, Floriano deu dois dias para o Ministério Público se manifestar. Em 6 de setembro, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) recomendou a aceitação da desistência e, caso não fosse homologada, a rejeição do recurso, mantendo o indeferimento da candidatura.

Por que a candidatura foi barrada

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) negou o registro em 11 de setembro, entendendo que o ex-governador ainda teria os direitos políticos suspensos devido a uma condenação por improbidade administrativa. A controvérsia gira em torno do início da contagem dos oito anos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A condenação tem origem no período em que Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, governava o estado e ele chefiava a Secretaria de Governo.

Na reta final da eleição, o caso teve decisões divergentes. Em 2 de outubro, Floriano Marques revogou uma liminar favorável a Garotinho, mantendo seus votos anulados sub judice. No dia da votação, 4 de outubro, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os votos continuassem a ser contabilizados até o julgamento definitivo pelo plenário.