Política
Campanha de Lula solicita investigação ao TSE sobre fechamento de consulados dos EUA
Ação questiona decisão do governo americano em meio ao processo eleitoral
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investigue a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares da Embaixada e dos consulados no Brasil. O pedido foi incluído na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura a intervenção externa nas eleições brasileiras.
A decisão do governo americano, adotada a partir de sexta-feira, 2, citou "preocupações com a segurança", sem detalhar a ameaça que a teria motivado, além de recomendar a seus cidadãos que evitassem o deslocamento às repartições e a seus funcionários que trabalhassem remotamente.
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais argumenta ainda que a infraestrutura de intervenção externa no processo eleitoral brasileiro está organizada em três frentes articuladas - comunicacional, institucional e diplomática - a serviço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A ação pede investigação do principal candidato de oposição e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), além do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
"Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito e se insere, como desdobramento, na mesma frente institucional-diplomática descrita na inicial", afirma a equipe jurídica de Lula.
"Estes fatos são apenas mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte-americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro", continua.
A peça cita informações veiculadas na imprensa de que "a ordem para o fechamento partiu diretamente de Marco Rubio, diretor do Departamento de Estado dos Estados Unidos". A equipe de Lula considera que Rubio tem proximidade com a família Bolsonaro e focou sua atuação na América Latina.
Na quinta-feira, 1º, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Brasil é "um país muito importante" e classificou a eleição presidencial brasileira como "muito importante".
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