Política

Servidor da Prefeitura de Maceió é preso por compra de votos para JHC e Marina Cândia

Mailton dos Santos é comissionado na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e foi detido por agentes do BOPE nesta sexta-feira (2) durante distribuição de cestas básicas no conjunto Medeiros Neto

02/10/2026
Servidor da Prefeitura de Maceió é preso por compra de votos para JHC e Marina Cândia
Servidor da Prefeitura de Maceió é preso por compra de votos para JHC e Marina Cândia

Sexta-feira tumultuada para a campanha de João Henrique Caldas (PSDB) na Justiça Eleitoral. Após uma suposta “ação social” da Prefeitura de Maceió que distribuiu cestas básicas e adesivos com o nome do ex-prefeito no conjunto Medeiros Neto, um servidor da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi detido no mesmo local com material de propaganda de JHC, Marina Cândia e Francisco Salles. A apreensão ocorreu pela prática de compra de votos.

A prisão foi realizada por uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar. O infrator, identificado como Mailton dos Santos, e o material apreendido foram conduzidos à sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá, onde o caso será apurado.

A ocorrência aconteceu na mesma localidade onde, mais cedo, a imprensa registrou a entrega de cestas básicas durante uma atividade realizada na Areninha Medeiros Neto.

Em depoimentos registrados por diferentes veículos de comunicação, uma mulher afirmou ter recebido o conjunto de mantimentos de “JHC e Marina Candia”. “Eles estão distribuindo aqui para o povo do Santa Amélia”, disse a moradora a um repórter da Jovem Pan News.



Em outra entrevista, um homem que carregava duas cestas básicas afirmou que era necessário realizar um cadastro para receber a doação em nome do ex-prefeito. “É uma ação da Prefeitura de Maceió. Tem que passar por um cadastro. Faz um cadastro para poder pegar”, declarou.

A distribuição também provocou críticas entre moradores. Uma pessoa identificada como Ângela questionou a realização da atividade durante a campanha. “Por que não doou antes? Só no período eleitoral. As pessoas só têm fome no período eleitoral? E no outro dia ninguém tem fome não. Eu acho isso muito errado”, ponderou.

A legislação eleitoral estabelece restrições à distribuição de bens ou vantagens ao eleitor durante o período de campanha e prevê consequências para condutas ilícitas. Neste caso, as infrações são passíveis de penalidades tanto para o agente público responsável quanto para os candidatos beneficiários da prática ilegal.