Política

TSE libera provisoriamente campanha de Garotinho ao governo do Rio de Janeiro

Decisão permite atos de campanha até julgamento definitivo.

Estadao Conteudo 01/10/2026
TSE libera provisoriamente campanha de Garotinho ao governo do Rio de Janeiro
Anthony Garotinho - Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na quarta-feira, 30, pela liberação da campanha de Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), candidato ao governo do Rio de Janeiro, até decisão definitiva sobre o registro de campanha. A decisão responde a um pedido do político contra decisão proferida na terça-feira, 29, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que manteve o indeferimento da candidatura.

Com a nova decisão do ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques, o político está liberado para atos de campanha e para usar recursos do Fundo Partidário até que haja o julgamento definitivo da sua candidatura, cujo acesso havia sido proibido no último julgamento do TRE.

Além disso, a determinação que proibiu o acesso de Garotinho ao horário eleitoral gratuito e impôs a devolução de recursos usados na campanha oriundos de verbas públicas foi suspensa provisoriamente.

Na decisão, Floriano de Azevedo Marques solicitou também que o TRE-RJ e a Procuradoria-Geral Eleitoral liberem mais informações sobre o caso no prazo de três dias.

A última decisão do TRE-RJ, proferida no dia 29, confirmou o indeferimento da candidatura, que já havia sido barrada pelo TRE no último dia 11, mas voltou a ser apreciada após pedido de recurso pela defesa de Garotinho.

A primeira decisão do TRE-RJ optou pelo indeferimento da campanha por entender que o político está inelegível em decorrência de condenação por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Essa sentença determina a suspensão de seus direitos políticos, o que, segundo a interpretação do TRE-RJ, não permite que ele vote ou receba votos durante um período de oito anos.

A defesa do político, no entanto, alegou, no julgamento do dia 11, que o período de inelegibilidade já se esgotou. Para a defesa, esse prazo deveria ser contado a partir de agosto de 2018, quando se findou o prazo para o último recurso do processo.

O Ministério Público Eleitoral, por outro lado, alega que o período de inelegibilidade inicia em julho de 2025, quando o processo foi certificado como transitado em julgado. Nessa condição, Garotinho estaria com seus direitos políticos suspensos.