Política

Cobrança de campanha de 2014 volta a atingir JHC: publicitário vai ao MPF após bloqueio judicial da conta do candidato e de seu pai João Caldas de R$ 180 mil

Deilan Arcanjo Bezerra afirma que serviços de marketing foram lançados nas contas eleitorais, mas não pagos integralmente. Candidato diz que recorrerá da decisão na ação de cobrança.

Redação 29/09/2026
Cobrança de campanha de 2014 volta a atingir JHC: publicitário vai ao MPF após bloqueio judicial da conta do candidato e de seu pai João Caldas de R$ 180 mil
Publicitário levou calote de JHC e do pai e os leva ao MPF

Uma cobrança que atravessou mais de uma década voltou à campanha de João Henrique Caldas, o JHC (PSDB). Ontem, segunda-feira (28), o publicitário Deilan Arcanjo Bezerra apresentou ao Ministério Público Federal uma representação contra o candidato ao Governo de Alagoas e seu pai, o ex-deputado João Caldas da Silva, por uma dívida que, segundo ele, teve origem na eleição de 2014.

Deilan afirma que a Agência Imagine, onde trabalhava com o pai, Walter Bezerra, prestou serviços de comunicação e marketing na campanha que elegeu JHC deputado federal. Segundo o publicitário, uma nota fiscal de R$ 80 mil foi incluída na prestação de contas eleitoral, mas apenas R$ 13 mil teriam sido pagos.

Agora, ele pede que o Ministério Público Eleitoral examine os registros daquela campanha e apure se houve irregularidade. Deilan também solicita a impugnação da candidatura de JHC. Esse é um pedido do denunciante, não uma decisão da Justiça Eleitoral.

A disputa já corre na Justiça Estadual desde 2015. Em setembro, uma ordem de bloqueio expedida pela 7ª Vara Cível da Capital alcançou aproximadamente R$ 180 mil em contas de JHC e João Caldas: R$ 177.708,03 em nome do candidato e R$ 2.878,87 em nome do pai. O bloqueio foi determinado pelo juiz Jamil Amil Albuquerque de Hollanda Ferreira por meio do Sisbajud, no âmbito da ação de cobrança.

Deilan diz que o valor total cobrado judicialmente chega hoje a cerca de R$ 700 mil. A diferença em relação à nota fiscal original envolve a cobrança acumulada ao longo dos anos; o montante atualizado é uma afirmação do publicitário.

O processo, de número 0710754-04.2015.8.02.0001, é público. Procurado, o magistrado não comentou o caso. Em nota, o Tribunal de Justiça de Alagoas informou que ele considerou inadequado se manifestar sobre a ação durante o período eleitoral e que as partes têm acesso aos autos.

A assessoria da coligação Alagoas Gigante informou que JHC pretende recorrer da decisão relacionada ao processo. A representação apresentada ao MPF ainda depende de análise pelo órgão.