Política

Em entrevista, Lula diz que quer 'polícia especial' contra crime organizado

Presidente propõe reforma na segurança pública em busca de melhores resultados contra organizações criminosas.

Estadao Conteudo 27/09/2026
Em entrevista, Lula diz que quer 'polícia especial' contra crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: © telegram SputnikBrasil

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que deseja criar uma 'polícia especial' para combater o crime organizado nas comunidades. Ele também reforçou que, se reeleito, seu governo estabelecerá um ministério exclusivo para tratar do tema segurança pública, atualmente sob a alçada do Ministério da Justiça.

As declarações foram feitas em entrevista à Band para o programa Canal Livre. A íntegra será transmitida às 20 horas deste domingo, 27.

"O terrorismo na comunidade, nós vamos acabar. Aprovou a emenda constitucional, no dia seguinte está criado o Ministério da Segurança Pública, com a definição de uma polícia especial que eu quero criar, uma Força Nacional capaz de fazer intervenção em qualquer situação", afirmou o presidente.

Na avaliação do petista, as intervenções federais com uso das Forças Armadas não trouxeram os resultados esperados. "Quando levava o Exército para lá para fazer intervenção, os bandidos saíam. Quando o exército saía, os bandidos voltavam. Essa Força Nacional é boa, mas não é suficiente. Nós precisamos de uma Força Nacional preparada para ser Força Nacional, com soldados preparados", explicou.

O presidente criticou as ações violentas da polícia em comunidades e disse que a melhor estratégia para enfrentar o crime é por meio da asfixia financeira, pois o crime "virou uma indústria multinacional" que está na "Justiça, na polícia, no futebol, na política, no empresariado".

"É muito fácil ir lá e matar, como foi feito agora no Rio de Janeiro, no (Massacre do) Carandiru (em 1992, em São Paulo). O governador até pega popularidade naquela semana, mas aquilo não dá resultado. O que dá resultado é dar garantias às pessoas. A polícia vai ocupar de forma ordenada, mas mais do que ocupar, é preciso que o Estado tenha presença com políticas públicas em cada comunidade", destacou o petista.

Lula também explicou sua crítica à classificação das facções criminosas brasileiras como 'terroristas' pelo governo dos Estados Unidos. "Quando eu não concordo que o PCC, o Comando Vermelho, sejam terroristas, é o terrorismo do (presidente dos EUA, Donald) Trump. O terrorismo do Trump é o terrorismo de Estado. É o terrorismo do cara que quer derrubar o governo. O nosso terrorismo aqui é para a comunidade, (...) que não deixa a sociedade viver livremente", afirmou.